O helicóptero da Record foi atingido por disparos enquanto sobrevoava comunidades da Zona Norte do Rio, na última quarta-feira (5). Segundo a emissora, os tiros ocorreram durante a cobertura de uma operação policial nas regiões de Cordovil, Parada de Lucas e Cidade Alta. Um dos projéteis perfurou a fuselagem da aeronave, mas nenhum tripulante se feriu.
As imagens foram exibidas no programa “Balanço Geral” e mostraram o estrago causado pelos tiros na estrutura do helicóptero. Segundo o apresentador Tino Júnior, o disparo passou muito próximo do motor da aeronave, o que poderia ter causado uma tragédia ainda maior.
“Ele iria cair, dois profissionais iriam morrer, provavelmente muitas pessoas morreriam também, porque ia cair em cima da comunidade, causaria um incêndio tremendo. Bandidos atiraram ontem para derrubar o helicóptero da Record Rio. Bandidos trabalharam ontem para calar a imprensa. Bandidos foram covardes e atiraram contra trabalhadores desarmados”, afirmou Tino durante o programa.
A emissora emitiu uma nota oficial repudiando o ataque. “A Record repudia veementemente qualquer ato de violência contra profissionais de imprensa e reforça seu compromisso com a segurança de sua equipe. Continuaremos colaborando com as autoridades para apurar o ocorrido e garantir a segurança dos profissionais”, declarou o canal.
O ataque ocorreu um dia após uma operação policial no Complexo de Israel, região composta por comunidades como Cidade Alta, Parada de Lucas, Vigário Geral, Cinco Bocas e Pica-Pau. A ação provocou intenso tiroteio, afetando a circulação de trens e ônibus e levando ao fechamento da Avenida Brasil.
Durante a operação, a Polícia Militar apreendeu um fuzil anti-drone, rádios transmissores, acessórios de drone e drogas. O material foi levado para a 38ª DP, em Brás de Pina. A área é dominada por Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como “Peixão”, apontado como um dos chefes da facção Terceiro Comando Puro (TCP).
Até o momento, a Polícia Civil não se pronunciou oficialmente sobre os disparos contra o helicóptero. O Jornal O Povo na Rua segue acompanhando o caso e mantém o espaço aberto para manifestações das autoridades.














