Romeu Zema defende saída do Brasil do BRICS e aproximação com países do Mercosul
Em um debate promovido pelo Metrópoles e pelo podcast Inteligência Ltda, o candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), declarou sua posição sobre a política externa brasileira. Zema afirmou categoricamente que deseja ver o Brasil fora do bloco econômico BRICS.
A declaração, feita em São Paulo, gerou repercussão ao abordar a estratégia que o candidato propõe para o país no cenário internacional. Segundo Zema, a atual configuração do BRICS não reflete afinidades significativas entre os membros, o que, em sua visão, limita o potencial de colaboração e desenvolvimento.
O presidenciável argumentou que o Brasil tem uma dependência econômica considerável em relação à China, um dos membros do BRICS. Essa relação, conforme Zema, coloca o país em uma posição desvantajosa, forçando-o a negociar em patamares inferiores com outras nações. A declaração foi divulgada pelo Metrópoles.
Crítica à dependência da China
Durante sua participação no evento, Romeu Zema destacou a forte ligação econômica do Brasil com a China, apontando que o país asiático representa mais de 30% do mercado brasileiro. Para o candidato, essa dependência é um ponto fraco para a economia nacional.
“E hoje a China representa mais de 30%. E quem perde 30% do seu mercado, fica em maus lençóis”, disse Zema, enfatizando os riscos de uma concentração tão grande em um único parceiro comercial. Ele considera essa situação prejudicial para o Brasil.
Proposta de fortalecimento com o Mercosul
Em contrapartida à sua crítica ao BRICS, Romeu Zema apresentou uma proposta clara para o fortalecimento das relações econômicas do Brasil. Ele defende uma aproximação maior com os países vizinhos que compõem o Mercosul.
Na visão do ex-governador de Minas Gerais, países como Argentina, Uruguai, Paraguai e Chile, por estarem geograficamente próximos, representam parceiros naturais para um intercâmbio comercial mais robusto e benéfico para a região.
Novas alianças econômicas
Zema argumentou que a proximidade geográfica facilita a criação de cadeias produtivas e de um comércio mais dinâmico entre essas nações. Ele acredita que essa estratégia seria mais vantajosa para o Brasil do que a participação no BRICS.
“A Argentina tá aqui do lado, Uruguai tá aqui do lado, Paraguai tá aqui do lado, Chile a mesma coisa. Isso faz sentido, eles produzirem lá alguma coisa e nós termos aqui um intercâmbio”, concluiu o candidato, apresentando seu plano de política externa focado em parcerias regionais mais sólidas.













