As habilidades mais valorizadas pelas empresas em 2026 mostram uma combinação cada vez maior entre conhecimento técnico e competências comportamentais. Um levantamento divulgado pela plataforma Catho identificou quais características profissionais têm maior peso nos processos seletivos de micro, pequenas e médias empresas.
Segundo o estudo, esses negócios tiveram papel central na geração de empregos no país em 2025, sendo responsáveis por mais de 80% das vagas criadas no Brasil. Por isso, entender o que as empresas buscam nesses processos pode ajudar profissionais a se preparar melhor para o mercado.
Entre as chamadas hard skills, ou habilidades técnicas, aparecem conhecimentos ligados à tecnologia e análise de dados. Inteligência artificial lidera a lista, sendo apontada por 47,9% das empresas consultadas. Em seguida aparecem raciocínio lógico e analítico, análise de dados e Business Intelligence, automação de processos e domínio de ferramentas do pacote Office, como Excel, PowerPoint e Word.
No campo das soft skills, que envolvem comportamento e forma de atuação profissional, a inteligência emocional aparece como a habilidade mais citada pelas empresas. Também se destacam pensamento crítico, resolução de problemas, adaptabilidade, criatividade e comunicação eficaz.
— Em estruturas enxutas, onde cada contratação influencia diretamente a produtividade e os custos, as habilidades técnicas ajudam a otimizar tempo, além de reduzir retrabalho e apoiar decisões mais estratégicas — diz Carolina Tzanno, gerente de Recursos Humanos da Redarbor Brasil, detentora da Catho. — Ao mesmo tempo, as soft skills aparecem como ainda mais relevantes porque essas empresas menores, onde mudanças são frequentes, exigem maturidade e autonomia.
Especialistas apontam que as habilidades técnicas podem ser desenvolvidas por meio de cursos e treinamentos, muitos deles disponíveis on-line e de forma gratuita. No entanto, apenas o aprendizado teórico não é suficiente. A prática e a aplicação desses conhecimentos em situações reais também são fundamentais para o desenvolvimento profissional.
No caso das competências comportamentais, a experiência cotidiana tem grande influência. Trabalhar em equipe, participar de projetos desafiadores e receber feedbacks constantes são algumas das formas de desenvolver essas habilidades.
Mesmo quem ainda está iniciando a carreira pode começar a desenvolver essas competências em diferentes ambientes.
— Muitas dessas competências começam a ser construídas na escola, na faculdade e em diferentes experiências do cotidiano. Participar de projetos acadêmicos, trabalhos em grupo, atividades voluntárias ou até iniciativas pessoais são oportunidades importantes — orienta Priscila Magalhães Eleutério, gerente de Recrutamento e Seleção na Randstad Brasil.
Especialistas também destacam que empresas de menor porte podem desempenhar um papel importante no desenvolvimento contínuo de suas equipes. Iniciativas simples, como encontros periódicos para troca de conhecimento, programas de mentoria interna e acesso a cursos digitais, podem contribuir para a capacitação dos colaboradores.
Para quem busca se destacar em processos seletivos, conhecer as competências mais demandadas pode ser um diferencial importante. Isso permite direcionar estudos e experiências para áreas que aumentam as chances de contratação.
— O profissional que assume o protagonismo de seu desenvolvimento e busca atualização constante tende a se posicionar melhor no mercado, cada vez mais competitivo — diz Gizele Vidal, gerente de Business Partner na LG lugar de gente.
Outro ponto fundamental é saber apresentar essas competências no currículo e durante as entrevistas. Especialistas recomendam destacar ferramentas dominadas, experiências práticas e resultados obtidos com essas habilidades.
Demonstrar situações reais em que foi necessário analisar dados, resolver problemas ou contribuir para melhorias dentro de uma equipe pode ajudar o candidato a mostrar que possui tanto as habilidades técnicas quanto as comportamentais valorizadas pelas empresas.
Em um cenário de rápidas transformações no mercado de trabalho, desenvolver essas competências pode fazer diferença na carreira — e ajudar profissionais a acompanhar as novas exigências das empresas nos próximos anos.














