Guitarrista Luiz Carlini morre aos 73 anos e deixa legado no rock brasileiro

Luiz Carlini

O guitarrista Luiz Carlini morreu nesta quinta-feira (7), aos 73 anos, deixando uma trajetória profundamente ligada à história do rock brasileiro. A informação foi divulgada nas redes sociais oficiais do músico. A causa da morte não foi informada.

Luiz Sérgio Carlini foi guitarrista, compositor e diretor musical. Ao longo de décadas de carreira, tornou-se uma referência para músicos e fãs por sua atuação em discos, shows e projetos que ajudaram a moldar a sonoridade do rock nacional.

O velório e o enterro serão realizados nesta sexta-feira (8), no Cemitério da Lapa, na Zona Oeste de São Paulo. A cerimônia está prevista para ocorrer entre 12h e 16h30.

Carlini ficou especialmente conhecido pelo trabalho com a banda Tutti Frutti, grupo que acompanhou Rita Lee em uma fase marcante da carreira da cantora. Ao lado dela, participou da criação de clássicos como Ovelha negra e Agora só falta você.

Carreira extensa

A carreira de Luiz Carlini começou ainda nos anos 1960. Antes de consolidar seu nome na Tutti Frutti, ele passou pelos Mutantes, outro grupo fundamental para a construção da música brasileira moderna.

Na década de 1970, sua guitarra se tornou parte importante da identidade musical de Rita Lee. A parceria ajudou a fortalecer o rock brasileiro em um período de transformação cultural e abriu caminho para novas gerações de artistas.

Mesmo após o fim oficial da Tutti Frutti, no início dos anos 1980, Carlini seguiu ativo no mercado musical. O guitarrista participou da gravação de mais de 400 discos, número que revela a amplitude de sua contribuição para a música nacional.

Ao longo da trajetória, trabalhou com artistas e bandas como Barão Vermelho, Titãs, Marcelo Nova, Supla, Erasmo Carlos e Lobão. Essa presença em diferentes projetos consolidou sua imagem como um músico versátil, respeitado e influente.

Luiz Carlini deixa um legado ligado à força da guitarra brasileira e à consolidação do rock nacional nas décadas de 1970 e 1980. Sua morte encerra um capítulo importante da música do país, mas sua obra segue presente na memória de fãs, artistas e admiradores do gênero.

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