Rodoviários e empresas de ônibus do Rio de Janeiro em nova assembleia: greve pode retornar?
Uma semana após a suspensão temporária da greve, o futuro do transporte por ônibus no Rio de Janeiro volta a um cenário de incertezas. Trabalhadores e empresários terão novas assembleias nesta terça-feira, 7 de maio, para deliberar sobre a campanha salarial da categoria.
A possibilidade de uma nova paralisação paira no ar. O Sindicato dos Rodoviários considera a proposta atual das empresas insuficiente para atender às reivindicações da categoria, enquanto o Rio Ônibus discute se apresentará uma nova oferta. O desfecho das reuniões pode definir se as ruas da cidade voltarão a ter ônibus parados.
A expectativa é alta para as decisões que serão tomadas. A população carioca acompanha de perto os desdobramentos, temendo novos transtornos caso as negociações não avancem. Conforme informação divulgada pelo jornal O Globo, o desfecho pode impactar diretamente a mobilidade urbana nos próximos dias.
Assembleia dos Rodoviários avaliará proposta das empresas
A assembleia dos rodoviários está marcada para as 16h, na sede do Sindicato dos Rodoviários (Sintrucad-Rio), em Rocha Miranda. O principal ponto de pauta será a análise da proposta de reajuste salarial apresentada pelas empresas durante a audiência de conciliação realizada na segunda-feira (6), no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-RJ).
Na ocasião, o Sindicato das Empresas de Ônibus da Cidade do Rio de Janeiro (Rio Ônibus) elevou a oferta de reajuste para 4,5%, incluindo a concessão de cesta básica. Contudo, o presidente do Sintrucad-Rio, Sebastião José, já adiantou que a proposta não representa um avanço significativo e que não pretende defendê-la na assembleia.
“Como não houve avanço significativo em relação à proposta apresentada na audiência anterior, ela pode ser recusada”, declarou Sebastião José. Ele acrescentou que a possibilidade de uma greve dependerá da decisão dos trabalhadores, e que uma nova proposta pode surgir até o horário da assembleia.
Reivindicações da categoria e o impasse salarial
A principal reivindicação dos rodoviários é um reajuste salarial de 17%, além da fixação de um piso salarial de R$ 4 mil para os profissionais do setor. A diferença entre o que pedem os trabalhadores e o que oferecem as empresas permanece um ponto de grande discórdia.
O cenário atual indica que a proposta de 4,5% está longe de atender às expectativas da categoria, o que aumenta a tensão nas negociações. A decisão final sobre a retomada da paralisação estará nas mãos dos próprios rodoviários reunidos em assembleia.
Rio Ônibus discute possibilidade de nova oferta salarial
Paralelamente à assembleia dos rodoviários, o Rio Ônibus também realizará um encontro com suas empresas associadas. O objetivo é avaliar a viabilidade de apresentar uma nova proposta salarial, em atendimento às sugestões do Ministério Público do Trabalho (MPT) e do Tribunal Regional do Trabalho.
Durante a audiência de conciliação, MPT e TRT sugeriram um reajuste de, pelo menos, 5%, percentual similar ao concedido recentemente a motoristas de outras cidades da região metropolitana. No entanto, o presidente do Rio Ônibus, João Gouveia, ressaltou que a situação financeira das empresas dificulta concessões maiores.
“É importante mencionar que as coisas têm causa e efeito. Hoje estamos recebendo menos do que em 2023, entre receitas e subsídios”, afirmou Gouveia, indicando os desafios financeiros enfrentados pelo setor.
Nova greve de ônibus no Rio: o que esperar?
O clima é de apreensão quanto ao futuro da mobilidade no Rio de Janeiro. A possibilidade de uma nova greve de ônibus não está descartada, dependendo do resultado das assembleias desta terça-feira. A população aguarda um desfecho que garanta a normalidade do transporte público.
A decisão dos rodoviários e a eventual contraproposta das empresas serão cruciais para definir os próximos passos. Acompanhar as negociações é fundamental para entender os impactos na rotina dos cariocas e na economia da cidade.














