Greve Nacional dos Bancários: Entenda o Impacto e as Exigências da Categoria
Os bancários de todo o Brasil iniciaram nesta quinta-feira, 20 de agosto, uma paralisação nacional de 24 horas. A mobilização faz parte da Campanha Nacional Unificada dos Bancários 2026 e foi deflagrada após a categoria rejeitar as propostas apresentadas pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).
As assembleias realizadas em todo o país reuniram mais de 50 mil trabalhadores, que votaram massivamente contra as ofertas iniciais dos bancos. As propostas incluíam reajustes diferenciados por faixa salarial, cargos e regiões, além do congelamento do piso para novos contratados, medidas que foram amplamente recusadas.
Diante da forte adesão à greve, a Fenaban recuou em alguns pontos, retirando da mesa de negociação o congelamento de piso e a divisão salarial por faixas. No entanto, o impasse persiste, pois as instituições financeiras ainda não apresentaram um percentual concreto de reajuste para salários, vale-alimentação (VA) e vale-refeição (VR). Conforme informação divulgada pela imprensa, a Fenaban propôs retomar as negociações na próxima segunda-feira, 24 de agosto, após uma reunião interna na sexta-feira.
Fenaban Recua, Mas Impasse no Reajuste Salarial Continua
Apesar da pressão exercida pela paralisação, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) demonstrou alguma flexibilidade. Durante a oitava rodada de negociações, a entidade retirou propostas que geravam grande insatisfação entre os bancários, como o congelamento do piso salarial e a aplicação de reajustes distintos conforme a faixa salarial.
No entanto, a ausência de uma proposta concreta de reajuste para os salários, vale-alimentação e vale-refeição mantém a categoria em estado de alerta. A Fenaban sinalizou a possibilidade de levar o impasse ao Tribunal Superior do Trabalho (TST), uma alternativa que o Comando Nacional dos Bancários busca evitar, defendendo a continuidade da negociação direta para preservar os direitos da categoria.
Sindicato do Rio de Janeiro Reforça Adesão e Mobilização
No Rio de Janeiro, a mobilização ganhou força com o apoio do sindicato local. O presidente do Sindicato dos Bancários do Rio, José Ferreira, destacou a importância da união da categoria para pressionar os banqueiros.
“A Fenaban está sentindo a força da categoria. Quando os bancários e bancárias se unem e se mobilizam, os banqueiros recuam. Foi assim que conseguimos retirar propostas que atacavam nossa unidade, e é essa mesma força que precisamos levar para a próxima rodada de negociação. Não vamos aceitar retrocessos nem abrir mão dos nossos direitos”, afirmou José Ferreira.
Próximos Passos: Negociações e Possível Intervenção do TST
A expectativa agora se volta para a reunião interna da Fenaban nesta sexta-feira e para a retomada das negociações na segunda-feira. A categoria segue unida em busca de uma proposta que contemple suas reivindicações, enquanto a possibilidade de o impasse chegar ao TST paira sobre as discussões. Os bancários reafirmam a disposição para continuar a luta por melhores condições de trabalho e reajustes salariais justos.














