Governo do Rio suspende programa Sentinela, que previa 200 mil câmeras e custo de R$ 2 bilhões
O Governo do Estado do Rio de Janeiro anunciou a suspensão do programa Sentinela, um ambicioso projeto de videomonitoramento que prometia revolucionar a segurança pública.
A iniciativa, lançada na gestão de Cláudio Castro, previa a instalação de mais de 200 mil câmeras equipadas com inteligência artificial em todo o estado, com um custo estimado em R$ 2 bilhões.
A decisão, publicada no Diário Oficial desta quinta-feira (9), indica uma reavaliação das despesas e prioridades da administração pública, buscando otimizar recursos. Conforme informação divulgada pelo Governo do Estado, a suspensão faz parte de um processo de revisão administrativa.
O que era o programa Sentinela?
Apresentado como o maior projeto de tecnologia aplicada à segurança pública da América Latina, o Sentinela tinha como objetivo integrar o estado e os municípios através de um sistema de monitoramento avançado. A proposta incluía reconhecimento facial, leitura automática de placas de veículos e análise inteligente de imagens em tempo real.
Além das câmeras, o programa Sentinela também contemplava a instalação de scanners para inspeção de cargas e veículos, balanças digitais em rodovias e plataformas para gestão e cruzamento de dados. O sistema seria utilizado em diversas frentes, como ordenamento urbano, mobilidade, monitoramento ambiental e resposta a emergências.
Corte de gastos e revisão de prioridades
A suspensão do programa Sentinela, com seu alto custo de R$ 2 bilhões, está alinhada à necessidade de cortar gastos considerados excessivos. O governo busca adequar as iniciativas às prioridades atuais da administração pública, focando em ações que tragam maior retorno e eficiência.
A decisão reflete uma estratégia de revisão administrativa de programas, contratos e despesas em andamento. O objetivo é garantir que os recursos públicos sejam aplicados da maneira mais eficaz possível, especialmente em um cenário que demanda atenção a diversas áreas.
Impacto na segurança pública
A suspensão do Sentinela levanta questões sobre o futuro de projetos de grande escala em tecnologia para a segurança pública no Rio de Janeiro. A promessa de um monitoramento abrangente com inteligência artificial foi interrompida, e o estado precisará buscar outras estratégias para fortalecer suas ações de vigilância e prevenção.
A comunidade de segurança pública e a população aguardam mais detalhes sobre os próximos passos e as alternativas que serão adotadas para garantir a segurança em todo o território fluminense, diante da suspensão deste projeto de 200 mil câmeras.














