Galeão: PF apreende 8 kg de cocaína em fundo falso de mala

Agentes da Receita Federal e da Polícia Federal apreenderam 8,16 quilos de cocaína no Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio. A droga estava escondida na estrutura de uma mala de viagem.

O flagrante ocorreu nesta terça-feira durante fiscalização de rotina nos terminais de embarque internacional. Um homem brasileiro acabou preso antes de conseguir entrar no avião.

Fiscalização intercepta rota internacional de drogas no Galeão

A ação conjunta começou a partir do setor de inteligência da Receita Federal. O passageiro, morador da cidade de Corumbá, no Mato Grosso do Sul, tentava embarcar com destino final no Paquistão, fazendo escala em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

Quando a mala passou pelo aparelho de raio-X do terminal de bagagens, a imagem na tela chamou a atenção dos fiscais. Havia densidades diferentes nas bordas e na base da peça, fora do padrão comum de roupas ou objetos de viagem.

Os agentes federais abriram a mala para vistoria física imediata. Eles rasgaram o forro e encontraram placas compactas de pó branco embutidas nas laterais e no fundo da estrutura, formato usado para tentar despistar cães farejadores e inspeções simples.

Testes químicos preliminares realizados ainda dentro do aeroporto confirmaram que o material continha cocaína pura. O peso total contabilizado pelos policiais somou exatamente 8,16 quilos da substância ilícita.

O que já se sabe sobre o caso

O homem que transportava a mala recebeu voz de prisão em flagrante no próprio saguão do Galeão. Segundo a Polícia Federal, ele foi levado para a delegacia do aeroporto e agora permanece à disposição da Justiça Federal.

O suspeito deve responder pelo crime de tráfico internacional de drogas. Pela lei brasileira, a pena para essa tipificação varia de 5 a 15 anos de prisão, além de aplicação de multa pesada determinada em julgamento.

A investigação policial tenta agora identificar quem forneceu a cocaína no Centro-Oeste e quem receberia a carga no exterior. As conexões aéreas no Oriente Médio costumam ser monitoradas de perto pelas agências de segurança.

Quem responde por isso e como operam os controles

A segurança do pátio e das áreas de embarque do Aeroporto Internacional do Galeão fica a cargo da Delegacia Especial da Polícia Federal no Galeão (DEAIN), trabalhando em parceria com a Alfândega da Receita Federal do Brasil.

Os órgãos federais usam cruzamento de dados de passagens, perfil de compra e escâneres de última geração para selecionar malas de risco antes de entrarem no porão das aeronaves. Nenhuma bagagem internacional decola sem análise eletrônica.

Quem trabalha no terminal ou frequenta as dependências do aeroporto precisa estar ciente de que as operações com cães de faro e fiscalizações com fiscais à paisana acontecem de maneira ininterrupta, 24 horas por dia.

Como denunciar esquemas de tráfico e aliciamento

Muitas vezes, moradores de áreas vulneráveis ou pessoas endividadas acabam aliciadas por quadrilhas para servir como “mulas” em troca de dinheiro rápido. Denúncias sobre transporte de entorpecentes e aliciamento podem ser feitas com sigilo absoluto.

  • Disque Denúncia do Rio: Ligue para o número (21) 2253-1177. O atendimento funciona 24 horas, todos os dias da semana, sem necessidade de se identificar.
  • Polícia Federal: Denúncias podem ser enviadas diretamente pelo site oficial da instituição (gov.br/pf) ou informadas à sede regional na Praça Mauá, Zona Portuária do Rio.
  • Atendimento emergencial da PF no Galeão: A delegacia do aeroporto atende ocorrências imediatas pelo telefone institucional geral (21) 3398-3000.

O que fazer se você foi vítima de furto de bagagem ou violação

Passageiros comuns que passam pelo Galeão devem tomar cuidados rígidos para evitar que suas malas sejam manipuladas por terceiros. Nunca aceite transportar pacotes, presentes ou encomendas de estranhos em filas de aeroporto ou áreas comuns.

Se você despachar uma mala e desconfiar que ela foi violada ao desembarcar, procure imediatamente o balcão da companhia aérea antes de sair da sala de restituição. Registre o Relatório de Irregularidade de Bagagem (RIB) ainda no local.

Caso encontre qualquer objeto suspeito dentro de seus pertences, comunique a Polícia Federal ou a segurança aeroportuária na hora, sem mexer no conteúdo. Registros de ocorrência também podem ser formalizados na Delegacia Eletrônica da Polícia Civil do Rio (dedic.pcivil.rj.gov.br).

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