Furto de cabos: Polícia Civil do RJ desarticula quadrilha que movimentou R$ 2,5 bilhões

Elemento preso por Policiais do Segurança Presente

A Polícia Civil do RJ realiza, nesta quarta-feira (18), uma operação contra uma quadrilha especializada em furto de cabos, que movimentou mais de R$ 2,5 bilhões. Os agentes estão cumprindo 35 mandados de busca e apreensão em endereços na capital, na Baixada Fluminense e na Região dos Lagos.

De acordo com a Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), o grupo roubava cabos de concessionárias de energia, telecomunicações e até de vias públicas. Para dar aparência legal ao material furtado, os criminosos utilizavam empresas de reciclagem e também empresas de fachada, que serviam para esquentar o dinheiro obtido de forma ilícita.

Quadrilha operava com empresas de fachada

As investigações revelaram que, além das recicladoras envolvidas no esquema, o grupo contava com empresas abertas exclusivamente para movimentar dinheiro de forma fraudulenta. Muitas dessas empresas não tinham funcionários, endereço fixo ou qualquer atividade real.

A polícia estima que a quadrilha tenha movimentado cerca de R$ 2,5 bilhões em operações suspeitas, utilizando tanto CPFs quanto CNPJs para disfarçar a origem dos recursos.

Caminhos do Cobre: operação já dura quase um ano

A ação desta quarta-feira é um desdobramento da operação Caminhos do Cobre, iniciada em setembro de 2024. Desde o início, já foram fiscalizados 260 estabelecimentos, apreendidas 250 toneladas de cobre furtado e realizadas 90 prisões em flagrante.

O delegado responsável pela investigação destacou que “essa quadrilha causava prejuízos milionários às empresas e transtornos enormes à população, impactando serviços essenciais como energia elétrica, telefonia e transporte”.

Prejuízo direto à população

O furto de cabos não afeta apenas as empresas, mas gera problemas diários para milhares de pessoas. Entre os transtornos mais comuns estão apagões, quedas na rede de internet e falhas no transporte público, principalmente em trens e metrôs que dependem da rede elétrica.

As investigações continuam para identificar outros integrantes da organização criminosa e aprofundar o rastreamento do dinheiro obtido de forma ilícita.

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