Furto de Cabos de Semáforos no Rio: Prejuízo de R$ 26,6 Milhões e Caos no Trânsito
O Rio de Janeiro enfrenta um problema crescente com o furto de cabos da rede semafórica. Desde 2021, criminosos subtraíram mais de 446 quilômetros de cabos, resultando em um prejuízo estimado em R$ 26,6 milhões para os cofres municipais, conforme dados da CET-Rio. Este crime vai além do custo financeiro, afetando diretamente a segurança e a fluidez do trânsito.
A ausência de semáforos funcionando em cruzamentos importantes causa desorganização, aumenta o risco de acidentes e sobrecarrega o trabalho de agentes de trânsito. A situação se agrava com a repetição dos furtos, que exigem reparos constantes e desviam recursos que poderiam ser aplicados em outras melhorias na infraestrutura urbana.
Apenas entre janeiro e julho de 2026, foram registradas 1.933 ocorrências de furto de cabos na capital, gerando um prejuízo de R$ 2,8 milhões nesse período. No primeiro semestre do mesmo ano, 455 semáforos foram diretamente afetados, evidenciando a dimensão do problema que assola a cidade, conforme informação divulgada pela CET-Rio.
Zona Norte é uma das mais afetadas
A Zona Norte do Rio de Janeiro concentra uma parte significativa dos furtos de cabos semafóricos. Áreas como a Grande Tijuca e o Grande Méier, regiões de intenso fluxo de veículos, sofrem com as consequências diretas da falta de sinalização. Uma falha em um cruzamento pode desencadear um efeito cascata, impactando o trânsito em ruas adjacentes.
Quando os semáforos deixam de funcionar, a operação do trânsito precisa ser reorganizada. Em muitos casos, é necessário o deslocamento de agentes para orientar motoristas e pedestres, minimizando os riscos de acidentes até que a infraestrutura seja restaurada. O transtorno, portanto, se estende além do momento do furto.
O Cobre é o Principal Alvo dos Criminosos
O principal atrativo para os criminosos é o cobre presente nos cabos, um material com valor de mercado que alimenta uma cadeia clandestina de comercialização. A retirada de poucos metros de cabos pode comprometer toda a instalação semafórica, gerando um prejuízo desproporcional em relação ao valor obtido com o material furtado.
O poder público não arca apenas com o custo de reposição dos cabos. É preciso considerar os gastos com mão de obra, equipamentos, deslocamento de equipes e intervenções emergenciais. Em alguns pontos, a recorrência dos furtos obriga a CET-Rio a modificar a própria infraestrutura para tentar coibir novas ações criminosas.
Medidas de Proteção e o Desafio Contínuo
Diante da escalada dos furtos, a CET-Rio tem implementado medidas de proteção em locais considerados mais vulneráveis. Estratégias como a soldagem de caixas subterrâneas, instalação de grades e dispositivos antifurto, além do aterramento de cabos, buscam dificultar o acesso dos criminosos e reduzir o tempo disponível para a ação.
Apesar dos esforços, o furto de cabos de semáforos continua sendo um desafio significativo para a administração municipal. O impacto financeiro direto, estimado em R$ 26,6 milhões desde 2021, é apenas uma parte do problema. A desorganização do trânsito, o aumento do risco de acidentes e o desvio de recursos de outras áreas essenciais representam um prejuízo ainda maior para a cidade.
Um Ataque à Mobilidade Urbana
Um semáforo inoperante em uma avenida movimentada pode intensificar congestionamentos, gerar atrasos em linhas de ônibus e dificultar a mobilidade de pedestres. Em uma metrópole como o Rio de Janeiro, um problema localizado pode rapidamente se espalhar, afetando amplas regiões.
Enquanto as equipes se dedicam a reparar as instalações danificadas pelos furtos, outras demandas de manutenção e modernização da rede de trânsito ficam em segundo plano. O furto de cabos, portanto, transcende o dano a um equipamento específico, configurando-se como um ataque direto à infraestrutura que organiza a mobilidade urbana.














