A Força Municipal do Rio terá sua primeira turma nas ruas em janeiro de 2026, com 300 guardas municipais armados. Até o carnaval, o efetivo completo de 660 agentes deverá estar em atuação. A previsão é que as primeiras áreas de patrulhamento sejam o Centro e a Zona Sul, regiões com aumento expressivo de roubos e furtos, segundo o diretor-geral da Divisão de Elite, delegado Brenno Carnevale.
O grupo será equipado com pistolas Glock e atuará em policiamento preventivo, especialmente em áreas urbanas com altos índices de crimes patrimoniais. Carnevale ressaltou que a Força Municipal não fará operações para retomar territórios dominados pelo crime organizado, mas sim para coibir delitos como roubos e furtos de rua.
Os agentes foram selecionados entre o efetivo já existente da Guarda Municipal e receberão treinamento ministrado pela Polícia Rodoviária Federal e pela Secretaria Nacional de Segurança Pública, incluindo disciplinas de direitos humanos, gerenciamento de crises e preservação de direitos. Todos trabalharão com câmeras corporais e terão proibição de usar celulares durante o serviço, exceto em casos de missão.
Segundo Carnevale, a Força Municipal terá uma escala de 12 por 36 horas, com atuação baseada em dados de inteligência e análise de manchas criminais. “A Força Municipal não é bico nem hora extra, é o serviço ordinário do agente”, afirmou.
A previsão é que as bases da Divisão de Elite estejam no Leblon, em Piedade e em Inhoaíba, com esquema especial de segurança para o armazenamento das armas. O objetivo, segundo o delegado, é permitir que a Polícia Militar concentre esforços no combate ao crime organizado, enquanto a Força Municipal atua na prevenção e proteção de áreas estratégicas.














