A Polícia Civil capturou Ricardo Batista Ambrózio, chefe do PCC preso no Mato Grosso na última quinta-feira (3), após nove anos foragido. Ambrózio, de 44 anos, também conhecido pelos apelidos Perfume e Kaiak, era um dos principais articuladores do Primeiro Comando da Capital (PCC) fora do sistema prisional, segundo o Gaeco-SP (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).
A prisão ocorreu no estacionamento de um supermercado em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá. Investigações apontaram que toda a família de Ambrózio, incluindo a esposa e dois filhos, utilizava documentos falsos. A movimentação suspeita foi detectada quando a mulher do criminoso tentou emitir novas identidades para os filhos.
Durante a operação, os agentes apreenderam uma pistola com a numeração raspada, três veículos e vários celulares na residência do investigado. Além do flagrante pelos crimes de uso de documento falso e posse de arma de fogo com numeração suprimida, Ambrózio tinha um mandado de prisão expedido em 2016 pela 1ª Vara Criminal de São Bernardo do Campo, decorrente de condenação a 16 anos por associação criminosa e tráfico de drogas.
“Essa prisão representa um duro golpe contra o crime organizado, pois retira das ruas um dos principais articuladores da facção fora do sistema prisional”, afirmou a delegada Eliane da Silva Moraes, da Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá.
Segundo a polícia, Ambrózio já ocupou a posição de “sintonia geral da rua”, atuando lado a lado com outros líderes do PCC. O comandante do Choque da PM de São Paulo, coronel Valmor Racorti, destacou a relevância do criminoso: “Trata-se de um criminoso das antigas, com muito respeito e influência nas ruas.”
O caso segue sob investigação, e Ambrózio permanece à disposição da Justiça.














