Flávio Bolsonaro defende redução da maioridade penal e medidas mais duras contra crimes

Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro defende redução da maioridade penal e voltou a falar sobre o endurecimento das leis durante participação em um evento sobre segurança pública realizado no Rio de Janeiro. O senador apresentou posicionamentos que reacendem o debate sobre punições mais rígidas no país.

Durante a palestra, o parlamentar afirmou que a idade para responsabilização penal em crimes considerados graves deveria ser reduzida para 14 anos. Segundo ele, jovens nessa faixa etária já teriam consciência sobre seus atos e suas consequências.

— A maioridade penal para crimes hediondos tem que ser a partir dos 14 anos de idade. Hoje, um moleque dessa idade sabe exatamente o que está fazendo e quais são as consequências — disse, durante o evento.

O senador também defendeu a adoção de medidas mais severas para crimes sexuais, citando a possibilidade de aplicação de castração química para condenados por estupro. Ele argumentou que a prática já teria apresentado resultados em outros países.

— Tem que ter castração química para estuprador. Isso já se mostrou eficaz, por exemplo, em países da Europa onde mais de 90% dos criminosos, depois de passarem pelo procedimento, não reincidem — afirmou.

As declarações ocorreram em um encontro que reuniu integrantes do setor empresarial e foi conduzido pelo secretário de Estado de Polícia Civil do Rio de Janeiro, Felipe Curi.

Além das propostas na área de segurança, Flávio Bolsonaro também comentou o cenário político recente. Ele mencionou a decisão do Supremo Tribunal Federal que suspendeu parte das regras relacionadas à eleição indireta no estado do Rio de Janeiro, destacando que o tema ainda deverá ser analisado pelo plenário da Corte.

O plenário vai decidir sobre essa lei, se ela permanece em vigor ou não. É óbvio que isso nos faz ter que nos reunirmos novamente e pensar quais cenários — afirmou.

O senador ainda abordou articulações políticas fora do estado, incluindo o apoio à candidatura de Sergio Moro ao governo do Paraná, após movimentações envolvendo lideranças partidárias em nível nacional.

Por fim, também comentou o estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmando que a expectativa da família é pela concessão de prisão domiciliar após o período de internação.

As declarações reforçam a presença do tema da segurança pública no debate político e devem gerar novas discussões sobre mudanças na legislação penal brasileira.

E com o avanço dessas pautas no cenário nacional, o tema promete continuar mobilizando opiniões e decisões nos próximos meses.

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