Filipe Luís relembra passagem pelo Chelsea às vésperas do jogo decisivo entre Flamengo e o clube inglês no Mundial de Clubes. O duelo acontece nesta sexta-feira (20) e vale a liderança do Grupo D. Para o atual técnico do Rubro-Negro, reencontrar os Blues traz memórias de sua passagem em 2014, quando defendeu a equipe inglesa por uma temporada.
Na época, Filipe deixou o Atlético de Madrid para buscar novos desafios na Inglaterra. Com a camisa 3, chegou com status de contratação de peso, mas viveu uma temporada marcada pela falta de sequência e disputas por posição. Atuou em 26 partidas, sendo 20 como titular, enquanto Azpilicueta e Ivanovic dominaram as vagas no setor.
A relação com José Mourinho, então treinador, ficou estremecida. Em entrevista ao jornal The Guardian, Filipe revelou que se sentiu “traído” ao perceber que não teria o espaço prometido. “Perguntei a ele: ‘Por que me trouxe aqui? Por que não me deixou no Atlético?’. E ele respondeu que se sentia mais seguro defensivamente com o Azpilicueta”, contou na época.
A adaptação à vida em Londres também não foi fácil. O trânsito, o clima e até o assédio da imprensa britânica fizeram o lateral sentir saudades da Espanha. Antes mesmo do fim da temporada, já circulavam rumores sobre sua volta ao Atlético, o que acabou se confirmando em julho de 2015.
‘Reencontro especial, mas diferente’
Apesar das mágoas do passado, Filipe Luís encara o reencontro com o Chelsea de maneira profissional. “É especial rever o Chelsea, mas não é a mesma sensação de um jogador que volta a enfrentar seu ex-clube. Como treinador, a missão é preparar o time, dar suporte e fazer com que os jogadores estejam confortáveis para buscar a vitória”, afirmou ao site da Fifa.
Ele ainda fez questão de elogiar o rival: “O Chelsea é uma das melhores equipes da Europa. Jogam um futebol de altíssimo nível, dominam o jogo, gostam de ter a bola, pressionam alto… Sabemos que será um jogo muito difícil.”
Flamengo e Chelsea decidem liderança
O confronto entre Flamengo e Chelsea está marcado para esta sexta-feira (20), às 15h (horário de Brasília), na Filadélfia, Estados Unidos. Quem vencer assume a liderança do Grupo D do Mundial de Clubes, aumentando as chances de uma campanha sólida rumo às fases finais.














