A investigação sobre descontos ilegais no INSS avançou nesta quinta-feira com a prisão de Romeu Carvalho Antunes, filho do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. A ação faz parte de uma nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal para apurar fraudes em aposentadorias e pensões pagas pelo Instituto Nacional do Seguro Social.
Romeu Antunes foi alvo de mandado de prisão expedido pela Justiça nesta etapa da operação. Segundo os investigadores, ele é apontado como integrante da estrutura financeira do esquema criminoso. O pai dele está preso desde setembro e é considerado um dos principais operadores das fraudes que teriam causado prejuízos a milhares de beneficiários da Previdência.
Procurada, a defesa de Antônio Carlos Camilo Antunes informou que não irá se manifestar neste momento, alegando que ainda não teve acesso à decisão judicial que determinou a prisão do filho.
Além da prisão de Romeu Antunes, a operação também resultou na detenção de Adroaldo Portal, secretário executivo do Ministério da Previdência. Considerado o número dois da pasta, ele teve a prisão domiciliar determinada no âmbito das investigações.
O alcance da operação se estendeu ao meio político. A Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão contra o senador Weverton Rocha (PDT-MA), vice-líder do governo no Senado, ampliando o escopo da apuração sobre possíveis conexões políticas do esquema investigado.
Outro alvo preso nesta fase foi Éric Fidelis, filho de André Fidelis, ex-diretor de benefícios do INSS. De acordo com a PF, o escritório de advocacia de Éric teria recebido valores de empresas ligadas ao Careca do INSS, levantando suspeitas sobre a intermediação financeira das fraudes.
No total, estão sendo cumpridos 16 mandados de prisão e 52 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Minas Gerais, Maranhão e no Distrito Federal, evidenciando a dimensão nacional da organização investigada.
Segundo a Polícia Federal, a operação tem como objetivo aprofundar as investigações e esclarecer a prática de crimes como inserção de dados falsos em sistemas oficiais, constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário e ocultação e dilapidação patrimonial.














