Cristian Vinch Batista, de 24 anos, feminicida que matou a ex-mulher com 54 facadas, foi preso pelo crime cometido no dia 3 de julho em Caldas Novas, Goiás. De acordo com o Ministério Público de Goiás (MPGO), o assassinato foi motivado por ciúmes e pelo inconformismo com o fim do relacionamento. O acusado teria descoberto que a ex-companheira havia iniciado um novo envolvimento amoroso após interceptar mensagens no WhatsApp dela.
Segundo a denúncia, Cristian e a vítima mantiveram um relacionamento por cerca de sete anos e tiveram uma filha juntos. Durante esse período, ela sofreu diversas agressões físicas e psicológicas. Dias antes do crime, o casal havia se separado definitivamente. Inconformado, o feminicida começou a perseguir a vítima, culminando no ataque fatal.
Câmeras de segurança do prédio onde moravam mostram que, no dia do crime, o casal retornou ao apartamento por volta das 18h04. Cerca de dez minutos depois, Cristian deixou o local sozinho, carregando algo nas mãos. As investigações apontam que, após cometer o feminicídio, ele tomou banho, trocou de roupa e fugiu para a casa dos pais, onde confessou o assassinato. O pai então o convenceu a se entregar à polícia.
A promotora Ayla Quintella Antunes afirmou que o crime foi premeditado, classificado como feminicídio qualificado por meio cruel e com recurso que dificultou a defesa da vítima. A faca usada chegou a entortar devido à força dos golpes. O MPGO também requereu uma indenização de R$ 200 mil em favor da filha da vítima por danos morais e materiais.
A brutalidade do crime chocou a população local e evidenciou, mais uma vez, os perigos do ciclo de violência doméstica. O caso segue sob responsabilidade da 6ª Promotoria de Justiça da Comarca de Caldas Novas, que denuncia o feminicida com agravantes por crueldade e impossibilidade de defesa da vítima.














