A família descobre troca de corpos após o acidente de trânsito na Rio-Santos, em Mangaratiba (RJ), que vitimou Andréa Catharina Freitas Andrade, de 49 anos. Durante o velório em Maceió (AL), os parentes perceberam que o corpo enviado não era dela, mas sim de Angélica de Oliveira, outra vítima da colisão.
O caso teria se originado no Instituto Médico Legal (IML) de Angra dos Reis, responsável pela liberação dos corpos. Segundo Alexandre Bosco, irmão de Andréa, ele não pôde realizar o reconhecimento, sendo informado de que a identificação já havia ocorrido por meio de impressões digitais.
“Agora a gente está aqui passando por essa situação, à espera da Justiça, que faça a exumação e a troca dos corpos”, lamentou Alexandre, em entrevista ao portal Gazeta Web.
O acidente aconteceu em 9 de setembro e deixou três mortos: Andréa, seu marido — um policial reformado — e a motorista do outro carro, Angélica. O corpo enviado a Maceió chegou no domingo (14), mas, ao ser preparado pela funerária para o velório, familiares constataram o erro.
Após a denúncia, a Polícia Civil de Alagoas confirmou a troca por meio de conferência das digitais e emitiu documento notificando o IML de Angra dos Reis. No entanto, para que Andréa seja enterrada corretamente, será necessária a exumação do corpo sepultado no Rio de Janeiro, procedimento que depende de autorização judicial.
Nascida no Rio, Andréa viveu grande parte da vida em Alagoas e se mudou neste ano para Paraty, na Costa Verde, junto ao marido. Ela deixa dois filhos, de 21 e 19 anos.














