alta de pontaria do Flamengo voltou a custar caro e ajudou a explicar a eliminação precoce na Copa do Brasil. Na derrota por 2 a 0 para o Vitória, no Barradão, o Rubro-Negro finalizou 26 vezes, acertou apenas sete no alvo e deixou o campo sem conseguir marcar.
O problema não apareceu de forma isolada. Contra o Grêmio, em Porto Alegre, o time também criou muito e desperdiçou oportunidades em uma partida com 20 finalizações. Nos empates contra Vasco e Estudiantes, o cenário se repetiu, com mais de dez tentativas em cada jogo e dificuldade para transformar volume em vantagem no placar.
Depois da queda, Danilo admitiu que a equipe precisa olhar com mais cuidado para a falta de eficiência no ataque. O defensor afirmou que o Flamengo trabalha diferentes aspectos do jogo, mas reconheceu que a finalização pode fazer diferença nas próximas competições.
“Não sei responder, sinceramente. A gente trabalha todas as partes do jogo, construção, defesa e finalização. É um quesito que a gente precisa, sim, ter uma atenção. Certamente vai fazer a diferença nas competições que tivermos”, avaliou Danilo após a partida, na zona mista, em depoimento ao jornal O Dia.
A eliminação foi ainda mais pesada por ter ocorrido logo no primeiro confronto disputado pelo Flamengo nesta edição da Copa do Brasil. O resultado aumentou a cobrança sobre o elenco e trouxe de volta uma discussão que já vinha acompanhando o time nas últimas partidas.
Danilo também dividiu a responsabilidade pelo baixo aproveitamento ofensivo com todo o grupo. Para o jogador, a cobrança não deve ficar restrita aos atacantes, já que defensores também podem contribuir em bolas aéreas e jogadas de finalização.
“A gente está consciente disso. Não é falar que o ataque não corresponde, somos nós todos, os próprios defensores, de cabeça. Fica o aprendizado, temos que ser mais letais, de todas as formas. É repartida com toda a equipe a responsabilidade de não marcar gols”, avaliou Danilo, em depoimento ao jornal O Dia.
Antes do defensor, o técnico Leonardo Jardim já havia apontado a falta de eficácia como fator determinante para a derrota. O treinador tentou explicar a dificuldade do Flamengo na hora de concluir as jogadas, destacando que o problema passa pelo gesto técnico e também pela confiança dos jogadores.
“Melhor do que a eficácia é o gesto técnico. Treinamos finalização, mas tem a ver com a confiança do jogador. Não por falta de atitude e empenho”, analisou Leonardo Jardim, em depoimento ao jornal O Dia.
Com a queda na Copa do Brasil, o Flamengo agora precisa voltar suas atenções para as competições que ainda disputa na temporada. Mas o alerta está ligado: criar muito já não basta, e a pontaria virou uma cobrança urgente para evitar que novos jogos escapem pelo mesmo caminho.














