O caso do falso biomédico preso teve novo desdobramento após a Justiça de São Paulo decidir manter a prisão de Jonatas Davi Rodrigues, acusado de ter realizado um procedimento estético em uma mulher de 78 anos que morreu dias depois da intervenção. O caso aconteceu em Santa Isabel, na região metropolitana paulista.
Jonatas, que utilizava o nome comercial de Pietro Rodrigues, foi preso na sexta-feira, dia 5, por agentes da Polícia Civil de São Paulo. Segundo a Secretaria da Segurança Pública, a vítima morreu no dia 27 de novembro após apresentar complicações decorrentes do procedimento estético. Ela chegou a ser socorrida pela família e levada a uma unidade de saúde, mas não resistiu.
O atendimento foi realizado em uma clínica localizada na Rua Prefeito Francisco Beraldo. O local pertencia ao próprio Jonatas, que se apresentava nas redes sociais como biomédico. Nas publicações, ele anunciava serviços como extensão de cílios e aplicação de endolaser para remoção de gordura, técnica que só pode ser realizada por profissionais devidamente habilitados.
Ainda de acordo com as investigações, Jonatas afirmava possuir unidades da clínica em Mogi das Cruzes e em Jacareí. Aos policiais, ele declarou ser apenas estudante de biomedicina, mas disse que dominava técnicas para realizar os procedimentos.
Durante a operação que resultou na prisão, dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços ligados ao suspeito. Segundo a SSP, produtos estéticos vencidos foram encontrados e encaminhados para perícia.
O caso é investigado pela Delegacia de Polícia de Santa Isabel, que apura se Jonatas atuava de forma ilegal e se há outras possíveis vítimas. Até o momento, a defesa do suspeito não foi localizada para comentar as acusações.
Além dessa investigação, Jonatas já possui antecedentes criminais. Em 2015, ele foi condenado por falsidade ideológica e uso de documento falso, cumprindo pena em regime aberto. O processo foi arquivado em 2020 após o cumprimento da condenação. Em 2024, ele tentou se candidatar a vereador pelo partido Republicanos, mas teve a candidatura indeferida pela Justiça Eleitoral devido ao histórico criminal.
A relatora do caso no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo destacou que a legislação prevê inelegibilidade por oito anos após o cumprimento da pena, decisão que foi acompanhada de forma unânime pelos demais magistrados.
A Polícia Civil segue apurando o caso, que continua sob segredo parcial de Justiça, enquanto novas diligências são realizadas.














