Uma fábrica clandestina de salgados árabes foi interditada nesta quarta-feira (4) no bairro do Andaraí, Zona Norte do Rio, por funcionar em condições extremamente insalubres. A operação foi conduzida por agentes da Delegacia do Consumidor (Decon) em conjunto com a 32ª DP (Taquara), após denúncias e investigações que revelaram a gravidade da situação.
O local, situado na Rua Amaral, produzia alimentos que eram distribuídos para barracas de rua em diversas regiões da cidade, incluindo a Tijuca, Barra da Tijuca, Copacabana e Leblon. Segundo a Polícia Civil, os produtos eram vendidos sem qualquer tipo de controle sanitário, colocando em risco a saúde dos consumidores.
Durante a inspeção, os policiais encontraram baratas sobre as bancadas, dentro de maquinários e espalhadas pelo chão da fábrica. Panelas com óleo escurecido, utensílios cobertos de sujeira, tabuleiros largados em áreas impróprias e fiação exposta evidenciaram o total descaso com as normas básicas de higiene. Além disso, os alimentos estavam armazenados de forma irregular, sem etiquetas, data de fabricação ou validade.
Cinco barracas que comercializavam os salgados foram identificadas e tiveram suas estruturas apreendidas. Elas funcionavam em pontos movimentados da cidade, como a Praça Saens Peña (Tijuca), Praça XV de Novembro (Centro) e áreas de Copacabana. A ação busca interromper a circulação dos produtos contaminados e responsabilizar os envolvidos na cadeia de produção e distribuição.
Segundo os agentes, a fábrica clandestina de salgados árabes já havia sido interditada anteriormente pela Vigilância Sanitária, mas voltou a operar ilegalmente, desrespeitando a proibição. A reincidência preocupa as autoridades, que consideram o caso grave devido à escala da produção e ao alcance comercial das mercadorias.
O local era operado por oito imigrantes sírios, conduzidos à sede da Decon para prestar esclarecimentos. A Polícia Civil investiga se há envolvimento de outras pessoas na operação da fábrica e se existe uma rede estruturada de distribuição. A situação dos estrangeiros também será avaliada pelos órgãos competentes.
A Decon alerta a população para os riscos de consumir alimentos em pontos de venda sem procedência verificada. As autoridades pedem que denúncias sobre práticas semelhantes sejam feitas de forma anônima, contribuindo com ações que visam preservar a saúde pública e coibir a venda de produtos impróprios.
A fábrica clandestina de salgados árabes será alvo de novas diligências nos próximos dias, com foco na identificação de fornecedores, responsáveis legais e eventuais reincidências de estabelecimentos ligados ao grupo. As investigações seguem em andamento.














