Explosivo na Ilha do Governador deixou oito pessoas feridas na tarde desta sexta-feira (20), na Zona Norte do Rio de Janeiro. A polícia confirmou que o artefato era improvisado e revelou novos detalhes sobre o material utilizado.
De acordo com a Polícia Militar, o dispositivo estava dentro de uma mochila abandonada em um ponto final de ônibus, na Travessa Costa Carvalho, nas proximidades da Base de Fuzileiros Navais. A explosão ocorreu no momento em que o motorista abriu a bolsa e manuseou um dos objetos.
Com o impacto, oito pessoas ficaram feridas, sendo duas em estado grave. As vítimas foram socorridas e encaminhadas para o Hospital Municipal Evandro Freire, na própria Ilha do Governador, e para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha.
O artefato foi identificado como um dispositivo caseiro, conhecido como “calíca”, geralmente utilizado de forma improvisada. Segundo os investigadores, o explosivo continha fragmentos como pedaços de vidro e pregos, o que aumenta o potencial de causar ferimentos.
Além disso, o material estava acoplado a uma estrutura metálica semelhante a uma pedaleira de bicicleta, o que reforça a hipótese de fabricação artesanal.
Após a explosão, o Esquadrão Antibombas da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) realizou uma varredura no local e confirmou que não havia outros artefatos na área.
O material recolhido foi encaminhado para perícia, que deve ajudar a identificar a origem do explosivo e possíveis responsáveis pela ação.
Até o momento, não há informações sobre quem deixou a mochila no local. O caso foi registrado na 37ª DP (Ilha do Governador), que segue à frente das investigações.
A polícia trabalha para esclarecer as circunstâncias do ocorrido e entender se há relação com outras ações semelhantes na região.
E enquanto as investigações avançam, o caso segue cercado de dúvidas que podem trazer novas revelações nos próximos dias.














