Um caso que se arrastava há anos teve desfecho na Justiça. O ex-segurança de contraventor condenado por homicídio foi sentenciado a 22 anos e 2 meses de prisão após julgamento realizado no Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. O crime ocorreu em 2011 e teve como vítima um homem atraído para uma emboscada na Zona Oeste da cidade.
O condenado é Marcos Paulo Moreira da Silva, conhecido como “Marquinhos Sem Cérebro”, ex-segurança do contraventor Fernando Iggnacio e cabo reformado da Marinha do Brasil. Ele foi considerado culpado pela morte de Antônio Marcos Duarte Barros.
De acordo com o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, o crime aconteceu em maio de 2011, no bairro de Bangu. A vítima foi atraída ao local sob o pretexto de realizar a entrega de botijões de gás, mas acabou surpreendida e atingida por diversos disparos, sem qualquer chance de defesa.
As investigações apontaram que o condenado fazia parte de um grupo criminoso que atuava no controle do comércio de gás na região. Segundo a promotoria, ele teria participado do planejamento da ação e também determinado a execução do homicídio.
O histórico criminal de Marcos Paulo já incluía outra condenação relevante. Em 2023, ele foi sentenciado a 24 anos e 6 meses de prisão por crimes cometidos em 2006, no bairro de Padre Miguel, também na Zona Oeste. Na ocasião, ele respondeu por homicídio duplamente qualificado e tentativa de homicídio.
De acordo com a acusação, os crimes anteriores estavam ligados à exploração ilegal de máquinas caça-níqueis. Durante o ataque, um dos alvos sobreviveu, mas um adolescente atingido pelos disparos não resistiu aos ferimentos e morreu dias depois no hospital.
Com a nova condenação, o caso reforça o histórico de envolvimento do acusado em atividades criminosas na região. A decisão do júri encerra mais um capítulo de um crime marcado por planejamento e violência.
E enquanto a sentença representa uma resposta da Justiça, ela também evidencia a complexidade de investigações envolvendo disputas territoriais e atividades ilegais na cidade.














