O Ex-ministro do Peru morre enquanto estava preso no Complexo de Bangu, no Rio de Janeiro, segundo comunicação feita pela defesa ao Supremo Tribunal Federal. Manuel Augusto Blacker Miller, de 80 anos, faleceu no dia 23 de janeiro enquanto estava internado no Hospital Penal Hamilton Agostinho, localizado no Complexo de Gericinó, na Zona Oeste da capital fluminense.
A informação consta em petição encaminhada ao ministro Flávio Dino, relator do caso, e foi divulgada inicialmente pelo site PlatôBR. Miller estava preso desde dezembro, por determinação do STF, no contexto de um pedido de extradição apresentado pela Albânia, onde era acusado de fraude financeira.
Manuel Augusto Blacker Miller ocupou o cargo de ministro das Relações Exteriores do Peru em 1991, durante o governo de Alberto Fujimori. Detido no Brasil, ele aguardava a decisão da Suprema Corte brasileira sobre a extradição ao país europeu.
Desde a prisão, a defesa vinha alertando o STF sobre o estado de saúde do ex-ministro. Segundo os advogados, Miller sofria de uma trombose grave, o que motivou ao menos três pedidos formais para a substituição da prisão por prisão domiciliar, com o objetivo de viabilizar tratamento médico adequado.
Ainda de acordo com a defesa, a administração da Cadeia Pública Joaquim Ferreira de Souza informou que o ex-chanceler sofreu duas quedas dentro da unidade prisional ao longo do mês de janeiro, episódios que teriam agravado seu quadro clínico.
Após a segunda queda, Miller foi encaminhado ao Hospital Penal Hamilton Agostinho, onde permaneceu internado por dois dias. A morte ocorreu em 23 de janeiro e, conforme dados preliminares repassados à família, a causa teria sido um infarto agudo do miocárdio.
Os advogados solicitaram ao STF acesso integral ao prontuário médico do ex-ministro durante o período de internação, classificando a medida como imprescindível para o esclarecimento das circunstâncias da morte. A família de Manuel Augusto Blacker Miller, segundo a defesa, está em deslocamento para o Brasil.
Até o momento da comunicação ao Supremo, o atestado de óbito ainda não havia sido emitido. A Secretaria de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro foi procurada para se manifestar sobre o caso.














