Um ex-agente do Segurança Presente foi morto a tiros na tarde desta quinta-feira (8), na rua Francisco Siqueira, em Inhaúma, Zona Norte do Rio de Janeiro. A vítima foi identificada como Cristiano Faustino de Melo Fortes. De acordo com as primeiras informações repassadas pela Polícia Militar, Cristiano estava de moto quando foi surpreendido por dois homens armados.
O crime aconteceu em plena luz do dia e de forma extremamente violenta. Segundo testemunhas, os criminosos fecharam a moto da vítima e dispararam diversos tiros, concentrando os disparos principalmente contra a cabeça de Cristiano. Após os primeiros disparos, os criminosos ainda atiraram contra a motocicleta, que pegou fogo logo em seguida. A cena chocou moradores da região.
Policiais do 3º BPM (Méier) foram acionados e chegaram rapidamente ao local, mas Cristiano já estava morto. O corpo foi encontrado caído ao lado da moto em chamas. Nenhum pertence da vítima foi levado, o que reforça a suspeita de que se tratou de uma execução premeditada.
Cristiano Fortes, segundo informações preliminares, havia integrado o programa Segurança Presente, iniciativa do governo estadual que visa reforçar o policiamento ostensivo em diferentes regiões do Rio. Ele não fazia mais parte da equipe ativa, mas era conhecido na região onde o crime ocorreu.
A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) foi acionada e assumiu a investigação. Os agentes iniciaram a coleta de imagens de câmeras de segurança da área para tentar identificar os autores do crime e mapear a rota de fuga. A linha de investigação principal é a de execução, já que a ação foi rápida, objetiva e sem sinais de tentativa de roubo.
Moradores relataram ter ouvido diversos disparos e, logo em seguida, viram a moto em chamas. Muitos se esconderam dentro de suas casas, temendo um tiroteio. Segundo vizinhos, Cristiano era uma pessoa tranquila, e a notícia da sua morte causou surpresa e medo na comunidade.
Ainda não há informações sobre possíveis ameaças ou envolvimento do ex-agente com disputas locais. A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que o crime pode estar ligado a atividades anteriores de Cristiano enquanto agente de segurança, mas não descarta outras motivações.
O corpo foi removido pelo Instituto Médico Legal (IML), onde passará por exames periciais. Os investigadores também irão ouvir familiares, colegas e conhecidos da vítima para tentar identificar possíveis conflitos recentes ou desavenças que possam ter motivado o crime.
O programa Segurança Presente, criado em 2014, conta com policiais militares e agentes civis que atuam em diferentes bairros do Rio com foco em policiamento de proximidade. Casos de violência envolvendo ex-integrantes do projeto não são comuns, mas têm chamado a atenção nos últimos anos diante do aumento da criminalidade em áreas periféricas.
A Secretaria de Estado de Governo ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso. Amigos e ex-colegas da vítima publicaram homenagens nas redes sociais, lamentando a morte de Cristiano e cobrando justiça.
A Polícia Civil pede a colaboração da população e disponibiliza canais de denúncia anônima para quem tiver informações que ajudem na elucidação do crime. As denúncias podem ser feitas pelo Disque-Denúncia, pelo número 2253-1177.














