Um homem de 54 anos foi preso nesta quarta-feira, em Tanguá, suspeito de estuprar a enteada de 13 anos. A captura mobilizou policiais do programa Segurança Presente e conselheiras tutelares na Estrada da Posse.
Prisão de padrasto mobiliza polícia e Conselho Tutelar em Tanguá
A ação começou logo após conselheiras tutelares do município receberem a denúncia sobre o crime. Para checar o caso com segurança, as profissionais acionaram os agentes da base do Segurança Presente de Tanguá. Juntas, as equipes foram até o endereço indicado na Estrada da Posse.
No local, os policiais encontraram a adolescente acompanhada por uma familiar. A jovem foi retirada do ambiente imediatamente e levada para a sede do Conselho Tutelar. Antes de qualquer depoimento policial, a jovem passou por atendimento com uma psicóloga da unidade para receber acolhimento.
Em seguida, os policiais conduziram o suspeito e a vítima para a 70ª DP (Tanguá), onde o caso foi registrado. Durante o procedimento, a adolescente foi encaminhada para perícia médica oficial. O laudo clínico apontou lesões corporais no pé, no tornozelo e no joelho, além de marcas evidentes na perna esquerda da jovem.
Diante dos relatos acolhidos e dos exames corporais preliminares, o delegado de plantão autuou o homem em flagrante pelo crime de estupro de vulnerável. Ele permaneceu detido na carceragem da delegacia e foi colocado à disposição da Justiça para passar por audiência de custódia.
O que já se sabe sobre a apuração
A investigação aponta que o homem detido convivia com a vítima como padrasto na região de Tanguá. A apuração inicial foi confirmada pelas autoridades locais a partir do chamado de proteção feito pelos parentes ao órgão de defesa da infância.
A Polícia Civil agora busca reunir outros depoimentos de testemunhas e familiares para entender há quanto tempo os abusos vinham acontecendo. O material recolhido pelo exame de corpo de delito no Instituto Médico-Legal também vai compor o inquérito policial formal.
O suspeito não teve o nome divulgado para resguardar a identidade da vítima, seguindo o que determina o Estatuto da Criança e do Adolescente. A menor segue sob acompanhamento da rede municipal de saúde e assistência social de Tanguá.
Como denunciar casos de violência contra menores
Casos de violência física ou abuso sexual contra crianças e adolescentes exigem denúncia imediata para interromper as agressões. O Disque 100 é o canal federal gratuito que recebe esse tipo de queixa em todo o país, funcionando todos os dias durante 24 horas, inclusive de forma anônima.
No Estado do Rio de Janeiro, a população também pode acionar o Disque Denúncia pelo telefone (21) 2253-1177, que conta com atendimento telefônico e recepção de mensagens pelo WhatsApp. O sigilo do denunciante é absoluto em qualquer comunicação realizada com a central.
Quem presenciar uma situação de violência acontecendo na hora pode chamar a Polícia Militar pelo 190. Moradores de bairros com bases do Segurança Presente também podem recorrer diretamente às viaturas e agentes que patrulham a região.
O que fazer se você tem suspeitas ou precisa de ajuda
Ao notar mudanças repentinas de comportamento, marcas no corpo ou relatos diretos de menores, o responsável deve procurar o Conselho Tutelar da cidade. Em Tanguá, o órgão funciona no Centro e faz o primeiro atendimento protetivo com psicólogos e assistentes sociais.
Para formalizar o boletim de ocorrência, a pessoa responsável deve ir até a delegacia de polícia mais próxima. No município, os registros são concentrados na 70ª DP (Tanguá). É fundamental levar documentos pessoais da vítima e do responsável, além de evitar lavar roupas ou intervir em marcas visíveis antes dos exames periciais.
A rede de saúde municipal também tem protocolo de atendimento de emergência para vítimas de violência sexual. As unidades de pronto atendimento e hospitais municipais fazem a profilaxia preventiva de infecções e o devido encaminhamento para apoio psicológico continuado.















