A estreia do Botafogo no Mundial de Clubes acontece neste sábado (15), às 23h (horário de Brasília), contra o Seattle Sounders, nos Estados Unidos. A partida não é apenas o começo da caminhada no torneio internacional, mas também reforça os laços do clube carioca com o futebol norte-americano, especialmente com a MLS, que tem sido um mercado estratégico para a SAF comandada por John Textor.
Desde que o clube se tornou SAF, a Major League Soccer se transformou em um dos principais alvos na busca por reforços. O modelo de desenvolvimento da liga americana — focado em jovens talentos sul-americanos — dialoga diretamente com o projeto esportivo do Botafogo, que busca atletas com bom potencial de desempenho técnico e possibilidade de valorização futura no mercado.
Essa estratégia foi a mesma que levou o Botafogo a investir pesado em jogadores como Thiago Almada, que veio do Atlanta United em 2024 por US$ 21 milhões. Antes disso, Almada já brilhava na MLS e, hoje, atua no Lyon, da França, também do grupo Eagle Holding.
Outro exemplo de sucesso dessa conexão é Santiago Rodríguez, contratado em 2024 por US$ 17 milhões. Mas quem mais simboliza essa ponte entre o futebol americano e o Botafogo é o venezuelano Jefferson Savarino. O camisa 10 veio do Real Salt Lake por US$ 2,7 milhões e se tornou peça-chave nas conquistas do clube em 2024, sendo um dos grandes nomes da Libertadores e do Campeonato Brasileiro.
A relação com a MLS também se fortalece pelos bastidores. O Real Salt Lake, clube onde estava Savarino, pertence ao empresário David Blitzer, que também é sócio do Crystal Palace, parceiro de John Textor no futebol internacional. Essas conexões facilitam negociações e ampliam o alcance do Botafogo no mercado americano.
Para a estreia de hoje, Savarino retorna após servir a seleção venezuelana na Data Fifa e deve estar no time titular. Apesar da importância no elenco, existe a possibilidade de que o Mundial de Clubes marque sua despedida, já que o jogador sonha em atuar na Europa.
O jogo também pode ser a primeira oportunidade para três reforços recém-chegados mostrarem serviço: o meia argentino Álvaro Montoro e os atacantes Joaquín Correa e Arthur Cabral. No entanto, a tendência é que eles comecem no banco.
O adversário, Seattle Sounders, chega com expectativas modestas. Segundo o técnico Brian Schmetzer, marcar um gol na competição já seria considerado um bom resultado para o time americano. Entre os destaques está o jovem meio-campista Obed Vargas, de 19 anos, e também o brasileiro João Paulo, ex-jogador do Botafogo, que deve começar entre os reservas.
Para o Botafogo, o Mundial é mais do que uma competição: é uma vitrine global que fortalece os laços comerciais, esportivos e institucionais que o clube vem construindo, especialmente com o futebol dos Estados Unidos.














