Estátua de Cacá Diegues é inaugurada no Alto da Boa Vista com presença de artistas

Estátua de Cacá Diegues

A estátua de Cacá Diegues foi inaugurada neste sábado no Alto da Boa Vista, na Zona Norte do Rio de Janeiro, em uma cerimônia que reuniu artistas, produtores culturais e autoridades municipais. A homenagem eterniza a trajetória do cineasta, considerado um dos grandes nomes da história do cinema brasileiro.

A escultura foi apresentada ao público pelo prefeito Eduardo Paes, ao lado da produtora Renata Magalhães, viúva do diretor. Também participaram do evento personalidades da cultura brasileira, entre elas as atrizes Fernanda Montenegro, Fernanda Torres e Betty Faria, além da produtora Lucy Barreto e do cantor Toni Garrido.

Durante a cerimônia, o prefeito destacou a importância da obra e da trajetória do cineasta para a cultura nacional.

“Nós estamos homenageando um grande brasileiro, o homem que revolucionou o cinema brasileiro. Ele entendeu que o cinema tem o lado do entretenimento, do lazer, mas também tem um papel fundamental que a arte e a cultura nos trazem, que é a reflexão sobre a sociedade, a crítica social. Era um grande carioca, apaixonado por essa cidade. Morou muitos anos da sua vida neste bairro. E não tinha lugar melhor, onde ele gostaria de estar para toda a eternidade. Cacá Diegues vive”, exaltou o prefeito, em depoimento ao jornal O Dia.

Reconhecido internacionalmente, Cacá Diegues foi um dos fundadores do movimento Cinema Novo, ao lado de nomes importantes como Glauber Rocha, Leon Hirszman, Paulo Cesar Saraceni e Joaquim Pedro de Andrade. Ao longo da carreira, construiu uma filmografia com mais de 20 longas-metragens que marcaram gerações e ganharam destaque dentro e fora do Brasil.

Entre as produções mais conhecidas do diretor estão filmes como “Xica da Silva”, “Bye Bye Brasil”, “Quilombo” e “Deus é Brasileiro”, obras que ajudaram a projetar o cinema nacional para o cenário internacional e consolidaram sua importância artística.

A viúva do cineasta também falou sobre a importância da homenagem e o simbolismo do local escolhido para receber o monumento.

“É uma homenagem merecidíssima. Acho que o Cacá não só é um dos fundadores do cinema moderno brasileiro, mas também um adorador do Brasil. Da cultura brasileira. Um cara que achava que o Brasil vale a pena mesmo não sendo fácil. Ele está aqui no portal de uma das maiores florestas urbanas do mundo, a Floresta da Tijuca, em uma encruzilhada. Mais uma vez, ele virou referência. Ele é uma referência eterna”, afirmou Renata Magalhães, em depoimento ao jornal O Dia.

A obra, executada em bronze pelo artista Mário Pitanguy, retrata o cineasta em tamanho original sentado ao lado de uma cadeira de diretor, elemento simbólico da sua trajetória no cinema. A escultura foi instalada no Largo da Flora, localizado na Estrada da Gávea Pequena, região próxima ao local onde o cineasta viveu durante muitos anos.

O espaço escolhido para receber o monumento também carrega um significado especial para a família. O Largo da Flora homenageia a memória da atriz Flora Diegues, filha do cineasta, que faleceu em 2019 após enfrentar um câncer.

Com a instalação da escultura, o Rio de Janeiro passa a contar com mais um marco cultural dedicado a uma figura histórica da arte brasileira. A iniciativa reforça o reconhecimento público ao legado de Cacá Diegues e ao impacto de sua obra no cinema e na cultura do país — uma memória que segue viva para moradores, visitantes e amantes da sétima arte que passam pelo local.

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