Um estagiário da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro foi expulso após gravar imagens íntimas dentro da Vara Cível de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Ele apareceu sem roupas e usava apenas o crachá funcional.
O material circulou nas redes sociais nesta semana e causou revolta entre servidores e pessoas que buscam atendimento jurídico no fórum da região. O prédio atende moradores de toda a Baixada Fluminense diariamente.
Gravação em sala pública revolta moradores e provoca demissão sumária
As gravações aconteceram em dependências oficiais ligadas à Vara Cível da Comarca de Nova Iguaçu. O jovem aproveitou a ausência de supervisão para produzir o material usando unicamente o crachá institucional pendurado no pescoço.
Assim que o conteúdo chegou ao conhecimento da administração, a Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro tomou medidas disciplinares. A direção confirmou a rescisão imediata do termo de estágio e abriu apuração interna para encaminhamento às autoridades competentes.
Em comunicado oficial, o órgão classificou a atitude como ato libidinoso praticado em repartição pública. A instituição destacou que o comportamento quebra totalmente a ética esperada de quem trabalha auxiliando a população em processos da Justiça estadual.
O que diz a Defensoria Pública do Rio
O órgão informou por escrito que repudia qualquer desvio de conduta cometido dentro das instalações do sistema judiciário. O desligamento aconteceu de forma sumária assim que a gravação foi autenticada pela diretoria.
A nota da Defensoria ressaltou que as providências administrativas e legais foram acionadas para apurar possíveis infrações civis ou criminais. A entidade apontou que a conduta é totalmente inaceitável e incompatível com a missão pública de acolher os cidadãos.
Até o momento, a defesa do estagiário não foi localizada para comentar a decisão. O espaço segue aberto caso haja manifestação formal do estudante ou de seus representantes.
Como fica o atendimento no fórum de Nova Iguaçu
O Fórum da Comarca de Nova Iguaçu, localizado na Rua Desembargador Ellis Hermydio Figueira, no bairro Bairro da Luz, mantém o funcionamento normal ao público. O expediente forense segue de segunda a sexta-feira, das 11h às 18h.
A Defensoria Pública reforçou que os processos em andamento na Vara Cível não sofreram interrupção ou atraso por conta da conduta do ex-colaborador. Equipes de servidores titulares continuam cuidando das petições, ações de alimentos, divórcios e execuções cíveis da comarca.
Os moradores que necessitam de atendimento presencial no núcleo de Nova Iguaçu devem comparecer com documento de identidade oficial, CPF, comprovante de residência atualizado e os documentos relacionados à causa.
Como denunciar irregularidades no serviço público
Qualquer cidadão que presenciar abusos, condutas inadequadas ou irregularidades cometidas por servidores ou estagiários da Justiça fluminense pode registrar queixa nos canais da Corregedoria e da Ouvidoria.
- Ouvidoria Geral da Defensoria Pública do RJ: Atendimento telefônico gratuito pelo número 129, com ligações aceitas de telefones fixos e celulares em todo o estado.
- Canal online: O registro pode ser feito diretamente na página oficial da Defensoria (defensoria.rj.def.br), na aba Ouvidoria Geral.
- Ouvidoria do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ): Pelo telefone 0800-285-2000 ou diretamente no balcão de atendimento do Fórum de Nova Iguaçu.
- Disque Denúncia do Rio: Informações anônimas sobre ilícitos em prédios públicos podem ser repassadas pelo telefone (21) 2253-1177, com serviço disponível 24 horas por dia.
O processo disciplinar interno continua em andamento no órgão para averiguar se houve auxílio de outras pessoas na gravação das imagens nas dependências públicas.














