O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou neste sábado (21) que as forças armadas americanas realizaram um ataque aéreo contra três instalações nucleares do Irã. As infraestruturas atingidas estão localizadas nas cidades de Natanz, Isfahan e Fordow — esta última considerada o centro estratégico do programa nuclear iraniano.
“Concluímos nosso ataque muito bem-sucedido às três instalações nucleares no Irã, incluindo Fordow, Natanz e Isfahan”, declarou Trump em publicação na plataforma Truth Social.
Conforme o líder americano, os bombardeiros já deixaram o espaço aéreo iraniano e retornaram em segurança às bases de origem. “Uma carga completa de bombas foi lançada sobre a instalação principal, Fordow”, detalhou.
O ataque ocorre como resposta à escalada de tensões no Oriente Médio desde que Israel deu início a uma ofensiva na semana passada. Com o envolvimento dos Estados Unidos, a guerra ganha uma nova dimensão, provocando apreensão global.
Mobilização militar americana
O movimento foi antecipado após a mobilização de seis bombardeiros B-2 para a Base Naval de Guam. As aeronaves são capazes de transportar bombas “bunker buster”, projetadas especificamente para destruir instalações subterrâneas altamente protegidas — como é o caso do complexo nuclear de Fordow.
Além dos bombardeiros, cerca de 30 aviões de abastecimento foram deslocados para apoiar a operação, juntamente com o USS Gerald R. Ford, maior porta-aviões da Marinha dos EUA, posicionado no Mar Mediterrâneo, pronto para reforçar ações militares na região.
Trump fará discurso à nação
Após anunciar o ataque, Trump informou que fará um pronunciamento oficial à nação às 22h (horário local), 23h no horário de Brasília. A expectativa é de que o presidente apresente mais detalhes sobre os objetivos da ofensiva, os próximos passos do governo e as possíveis repercussões internacionais.
Reação mundial
O ataque elevou instantaneamente a tensão no Oriente Médio. Especialistas em geopolítica alertam que o bombardeio às instalações nucleares iranianas pode desencadear uma reação em cadeia, com consequências imprevisíveis para a estabilidade regional e global.
Governos europeus, a ONU e potências asiáticas monitoram o desenrolar dos fatos. O Irã ainda não se pronunciou oficialmente sobre o impacto dos ataques, nem sobre eventuais represálias.














