Um dos criminosos envolvidos no ataque à delegacia em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, morreu durante confronto com policiais militares na madrugada deste domingo (11). O suspeito, identificado como Ravel de Santana Xavier, era considerado foragido da Justiça desde dezembro de 2022. Ele foi baleado junto com outro homem na comunidade Figueira, durante ação do 15º BPM (Duque de Caxias).
De acordo com a Polícia Militar, os agentes realizavam uma operação na Avenida Calombe quando foram recebidos a tiros por criminosos. Durante o confronto, dois suspeitos foram atingidos, socorridos e levados ao Hospital Municipalizado Adão Pereira Nunes (HMAPN), mas não resistiram. Com eles, a PM apreendeu um fuzil, uma pistola, um rádio comunicador e entorpecentes.
Ravel foi apontado como uma das lideranças da comunidade Vai Quem Quer, região onde o tráfico de drogas é fortemente atuante. Segundo a corporação, ele também participou diretamente do ataque à 60ª DP (Campos Elíseos), ocorrido em 15 de fevereiro deste ano. Na ocasião, cerca de 15 criminosos armados invadiram o entorno da delegacia com o objetivo de resgatar dois traficantes presos: Rodolfo Manhães Viana, conhecido como Rato, e Wesley de Souza do Espírito Santo, o Cabelinho.
A tentativa de resgate foi considerada uma das ações criminosas mais ousadas dos últimos anos na Baixada. A fachada da delegacia foi atingida por diversos tiros e pelo menos duas viaturas foram danificadas. Durante o ataque, dois policiais civis foram feridos, socorridos no mesmo hospital e liberados após atendimento.
A PM informou que, além de ser uma das lideranças do tráfico local, Ravel era homem de confiança de Joab da Conceição Silva, apontado como chefe do Comando Vermelho na região de Campos Elíseos, Jardim Primavera e Saracuruna. De acordo com as investigações, foi Joab quem ordenou a invasão da delegacia em fevereiro. A quadrilha é considerada uma das mais armadas da região.
O nome do segundo suspeito morto no confronto deste domingo não foi divulgado pela Polícia Militar até o momento. A ocorrência foi registrada na 60ª DP, a mesma que foi atacada há quase três meses.
Até agora, mais de 13 suspeitos de participação direta ou indireta no ataque à delegacia foram mortos em ações policiais, e mais de 40 pessoas já foram presas. No dia 27 de abril, sete homens ligados à quadrilha foram mortos em outro confronto com policiais civis na comunidade da Rua 7, também em Duque de Caxias. Entre os mortos estava o chefe local do tráfico e cunhado de Joab.
As ações têm sido constantes desde o ataque, com foco em sufocar financeiramente e desarticular os comandos das facções na região. A Secretaria de Segurança Pública do Estado reforçou o patrulhamento em áreas críticas da Baixada Fluminense e mantém operações semanais em comunidades sob domínio do tráfico.














