Um jovem de 22 anos, natural de Minas Gerais, entregador denuncia agressões sofridas durante cerca de quatro meses por duas moradoras da comunidade do Fallet-Fogueteiro, na região central do Rio. Segundo ele, além das constantes violências físicas, também era obrigado a entregar todo o dinheiro que recebia com seu trabalho diário de entregas.
O caso veio à tona na noite desta terça-feira (26), quando policiais militares foram acionados para a Rua São Clemente, em Botafogo. A vítima havia relatado as agressões a colegas momentos antes de uma das acusadas aparecer no local. Ao verificarem as marcas de violência no corpo do jovem, os agentes conduziram os envolvidos até a 10ª DP (Botafogo). Na delegacia, uma das mulheres alegou que “recebe uma entidade” e por isso o “castigava”.
De acordo com o relato, o entregador começava a trabalhar às 7h e seguia até a madrugada para conseguir uma média de R$ 200 a R$ 270 por dia. Todo o valor, no entanto, era entregue às acusadas para pagar dívidas com agiotas que somavam mais de R$ 10 mil. Ele também afirmou que elas tinham acesso a suas contas bancárias e acompanhavam sua localização em tempo real.
Na denúncia, o jovem contou ainda que chegou ao Rio há um ano e meio, trazido por uma das mulheres, amiga de infância. As agressões incluíam espancamentos com vassoura, como ocorreu recentemente após ele quebrar acidentalmente o celular usado para o trabalho. “Eu sofria agressões porque não conseguia fazer dinheiro e já não aguentava mais”, desabafou.
Após pedir ajuda a outros entregadores e registrar ocorrência, ele conseguiu abrigo temporário em uma casa cedida por colegas e se mantém afastado das suspeitas. O caso é investigado pela Polícia Civil, que ainda não divulgou detalhes sobre o andamento da apuração.














