Empresária presa no Piauí é investigada por agressão contra doméstica grávida

Carolina Sthela Ferreira dos Anjos

A empresária presa no Piauí, Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, é investigada por supostas agressões contra uma empregada doméstica grávida no município de Paço do Lumiar, no Maranhão. A prisão preventiva foi cumprida em Teresina nesta quinta-feira (7), após decisão da Justiça maranhense.

A defesa da investigada confirmou a detenção. Em vídeo publicado nas redes sociais, a advogada Nathaly Moraes afirmou que Carolina irá cumprir as determinações judiciais e colaborar com as investigações.

O caso é acompanhado pela Polícia Civil do Maranhão e ganhou grande repercussão após o relato da vítima sobre agressões físicas e ameaças. Segundo as investigações, a doméstica teria sido acusada de furtar uma joia da ex-patroa, objeto que posteriormente teria sido encontrado dentro de um cesto de roupas.

Mesmo após a localização da peça, a vítima afirmou que as agressões continuaram. Em depoimento prestado à polícia, a jovem relatou ter sofrido puxões de cabelo, socos, tapas e ter sido derrubada no chão.

“Foram tapas, socos e murros… foi sem parar. Eles não se importavam”, declarou a trabalhadora durante o depoimento.

A doméstica também afirmou ter sido ameaçada para não procurar a polícia. Segundo o relato, um homem ainda não identificado teria participado das agressões. A vítima o descreveu como alto, forte e moreno.

As investigações são conduzidas pela 21ª Delegacia de Polícia Civil do Araçagy, responsável pelo inquérito aberto após o registro da ocorrência.

Mensagens de áudio atribuídas à empresária e divulgadas pela TV Mirante foram anexadas ao processo investigativo. Em um dos trechos, Carolina afirma que a vítima “não era pra ter saído viva”, além de relatar detalhes das agressões.

Nos áudios, a suspeita também menciona a participação de um homem armado que teria ido até a residência para intimidar a trabalhadora.

Além das denúncias de violência, a vítima relatou as condições de trabalho enfrentadas no local. Segundo ela, recebia cerca de R$ 750 e trabalhava de segunda a sábado, das 9h às 19h, com apenas 30 minutos de intervalo.

Entre as funções desempenhadas estavam limpeza da residência, preparo de refeições, lavagem de roupas e cuidados com uma criança. Ainda conforme o depoimento, os pagamentos eram realizados de forma fracionada e por contas de terceiros.

A Polícia Civil informou que Carolina Sthela possui mais de dez processos na Justiça. Em uma das ações anteriores, ela foi condenada por calúnia após acusar falsamente uma ex-babá de furto.

O caso também provocou repercussão dentro das forças de segurança. Quatro policiais militares que atenderam a ocorrência foram afastados após a divulgação de áudios nos quais a empresária afirmaria não ter sido levada à delegacia por conhecer um dos agentes.

Em nota, Carolina Sthela declarou que repudia qualquer tipo de violência e afirmou confiar no trabalho das autoridades responsáveis pela investigação.

A empresária também pediu que não haja “julgamento antecipado” e informou que apresentará sua versão dentro do devido processo legal.

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