A eleição do Império Serrano foi suspensa pela Justiça do Rio após uma ação ajuizada por uma das chapas que disputavam o comando da escola. A Assembleia Geral de Eleição estava prevista para acontecer neste domingo (7), mas acabou interrompida por decisão judicial.
A ação foi apresentada pela chapa “Avisa aos Navegantes que o Império vem aí”, liderada por Paula Maria Agostinho, atual vice-presidente cultural da agremiação. O grupo afirma que o processo eleitoral é marcado por dúvidas, insegurança e falta de transparência.
Em nota publicada nas redes sociais, a chapa declarou que a decisão reconhece questionamentos relevantes sobre a regularidade da eleição. O posicionamento também defendeu que a comunidade imperiana tenha um processo transparente, com igualdade de condições entre os concorrentes.
“Nossa chapa sempre defendeu que o futuro do Império não pode ser decidido através de um processo cercado de dúvidas, falta de transparência e insegurança para os associados. Lamentamos profundamente que a atual administração tenha conduzido o processo eleitoral de forma a gerar tantos questionamentos e desconfiança entre os imperianos. O Império Serrano é maior do que qualquer grupo, qualquer diretoria ou qualquer projeto de poder”, afirmou a chapa em nota.
Nas redes sociais da escola, Valdemir dos Santos Lino, presidente do Conselho Diretor em Exercício, informou que a determinação judicial será cumprida integralmente. Ele também afirmou que medidas recursais cabíveis poderão ser adotadas para tentar reverter a decisão.
“Entendemos que a referida ação foi fundamentada em alegações que não refletem integralmente os fatos. Entre os pontos que serão oportunamente esclarecidos ao Juízo, destaca-se que a autora integrava o Conselho Diretor da entidade e que sua situação de inelegibilidade decorre de circunstâncias previstas no Estatuto Social, incluindo questões relacionadas ao exercício de função pública e aos requisitos estatutários para participação no processo eleitoral”, informou Valdemir.
O dirigente também sustentou que o edital de convocação da assembleia foi publicado regularmente em jornal de circulação e afixado no quadro de avisos da escola. Segundo ele, a medida teria garantido os princípios de publicidade e transparência do processo.
“Lamentamos que o processo eleitoral tenha sido interrompido neste momento, especialmente após todos os esforços empreendidos para garantir sua regularidade e ampla participação dos associados. Reafirmo que todas as providências necessárias serão adotadas para resguardar os interesses do Império Serrano, bem como os direitos de seus associados, sempre com observância ao Estatuto Social e à legislação vigente”, finalizou Valdemir.
A suspensão ocorre semanas após a secretaria do Império Serrano, localizada na quadra da escola, em Madureira, na Zona Norte do Rio, ter sido invadida. O caso aconteceu na noite de 9 de maio, segundo a diretoria da agremiação.
De acordo com a escola, seis homens armados renderam o vigia de plantão, o intimidaram e exigiram informações sobre documentos oficiais. Entre os materiais procurados estariam um suposto edital de convocação da eleição e títulos de sócios.
Ainda segundo a diretoria, a agremiação soube do plano de invasão cerca de duas horas antes do ocorrido e conseguiu retirar documentos sigilosos da secretaria a tempo. O caso foi registrado em delegacia.
Com a decisão, o processo eleitoral da tradicional escola de Madureira segue sem nova data definida, enquanto as partes envolvidas aguardam os próximos desdobramentos na Justiça.














