Dois irmãos foram assassinados a tiros dentro de uma barbearia no bairro Xavantes, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. O crime aconteceu enquanto as vítimas cortavam o cabelo, gerando pânico entre moradores e comerciantes da região.
As vítimas foram identificadas como Davi Lima da Silva, de 18 anos, e Kaio Lima Souza, de 25 anos. O ataque foi flagrado por câmeras de segurança instaladas na rua do comércio.
Polícia apura se carona causou ataque a tiros em barbearia
Segundo as primeiras apurações conduzidas pelos investigadores, dois homens armados chegaram ao local a bordo de uma motocicleta. As imagens de monitoramento registraram a aproximação rápida da dupla. Logo após os criminosos invadirem o imóvel comercial, diversos disparos foram ouvidos em sequência na vizinhança.
Davi e Kaio chegaram a ser socorridos com vida por pessoas que estavam nas proximidades. Ambos foram levados com urgência para o Hospital Geral de Emergência de Belford Roxo, no centro do município. Apesar das tentativas de socorro da equipe médica de plantão, os dois jovens não resistiram aos ferimentos provocados pelos tiros.
A investigação aponta que a motivação pode estar ligada à disputa territorial violenta entre facções criminosas. Uma das principais linhas de apuração avalia se Kaio teria pegado carona recentemente com um vizinho apontado como integrante de uma milícia local. Traficantes do Comando Vermelho teriam visto a cena e atacado os irmãos como retaliação.
O que já se sabe sobre o caso
O caso está sob responsabilidade formal da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense, a DHBF, localizada no município vizinho de Nova Iguaçu. Os agentes recolheram os arquivos das câmeras de segurança dos estabelecimentos vizinhos para tentar identificar a placa do veículo utilizado e os rostos dos atiradores.
A perícia de local foi realizada para recolher estojos de munição e pistas que ajudem a confirmar o calibre do armamento empregado na ação. Testemunhas e familiares começaram a prestar depoimentos na delegacia especializada para detalhar os últimos passos das vítimas e checar se vinham sofrendo algum tipo de ameaça.
Até o momento, nenhum suspeito foi preso ou formalmente indiciado pela autoria dos disparos. As forças de segurança tratam o episódio com cautela e reforçam que nenhuma outra hipótese foi totalmente descartada na fase inicial do inquérito.
Como fica a rotina na região de Xavantes
O clima no bairro Xavantes permanece tenso desde a execução. Moradores relatam apreensão ao transitar pelas ruas nos horários de maior movimento, temendo novos confrontos decorrentes da rivalidade entre milicianos e traficantes de drogas armados.
Comerciantes da rua onde ocorreu o crime abriram as portas com cautela, mas o movimento de clientes caiu consideravelmente após os disparos. O transporte público por meio de vans e ônibus que atendem a localidade segue operando, embora sob permanente estado de alerta por parte dos motoristas e passageiros.
A Polícia Militar informou que o patrulhamento em vias de acesso ao bairro e corredores comerciais pode ser intensificado pelo 39º Batalhão de Polícia Militar, sediado no próprio município de Belford Roxo, para coibir novos episódios de violência armada na região.
Como denunciar os responsáveis
A colaboração da população é um instrumento essencial para que a Polícia Civil localize os suspeitos da execução dos dois jovens. Qualquer pessoa que tenha informações confiáveis sobre a motocicleta usada, a identidade ou o paradeiro dos assassinos pode prestar denúncia mantendo total anonimato.
O canal principal para envio de dados sigilosos é o Disque Denúncia do Rio de Janeiro. O serviço funciona de forma contínua durante 24 horas por dia, sem exigir identificação do denunciante:
- Telefone ou WhatsApp do Disque Denúncia: (21) 2253-1177
- Aplicativo oficial: Disque Denúncia RJ (disponível para celulares Android e iOS)
- Pelo portal da internet: denuncias.org.br
Além dos canais anônimos, a população pode repassar informes diretamente à Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense. A sede da unidade policial fica na Rua Maria da Conceição, no bairro Moquetá, em Nova Iguaçu. O atendimento no balcão é ininterrupto para formalização de depoimentos e acolhimento de provas que ajudem a solucionar o caso.















