O jogador francês Dimitri Payet, do Vasco, prestou depoimento na Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM), em Jacarepaguá, após ser acusado de agressão física e psicológica pela advogada Larissa Ferrari. Durante o depoimento, Payet negou todas as acusações e afirmou que o relacionamento entre os dois era baseado em práticas consensuais de sadomasoquismo.
Segundo o atleta, ele conheceu Larissa pelas redes sociais em agosto de 2024 e, desde então, mantiveram contato frequente, tanto virtual quanto presencialmente. Payet relatou que os encontros, cerca de dez ao longo desse período, sempre envolveram práticas acordadas entre ambos, incluindo o uso de coleiras, cordas e chicotes.
Uma das declarações que mais chamou atenção foi a de que a prática de urinar e beber urina fazia parte das relações do casal, sempre de forma consentida. Payet afirmou que Larissa teria manifestado interesse nessas práticas e chegou a enviar vídeos bebendo seu próprio xixi.
Sobre as denúncias de agressão, Dimitri Payet disse que os hematomas apresentados pela advogada seriam resultado das práticas sadomasoquistas, como tapas no bumbum, a pedido dela, ou de contatos com móveis durante os encontros. O jogador negou categoricamente qualquer violência fora do contexto consensual, alegando que nunca houve socos, tapas no rosto ou agressões verbais.
Em resposta às declarações do jogador, Larissa Ferrari afirmou ao jornal Extra que as alegações de Payet são “inverídicas”. Segundo ela, a partir de janeiro de 2025, o que era inicialmente uma relação consensual teria se transformado em agressões reais. “Continuarei buscando a Justiça, por mim e por todas que se calam diante do medo”, declarou a advogada.
O caso envolvendo Dimitri Payet segue sob investigação. A denúncia ganhou grande repercussão após Larissa divulgar imagens dos supostos hematomas e relatar episódios de violência física e psicológica.
Durante o depoimento, Payet reforçou que todas as interações foram baseadas em consentimento mútuo e que nunca ameaçou ou forçou a advogada a participar de qualquer prática.
O jogador continua à disposição da Justiça enquanto o inquérito avança. A defesa de Larissa Ferrari reafirma que buscará responsabilizar o atleta pelas agressões denunciadas.














