Dick Parry, saxofonista conhecido por solos marcantes em clássicos do Pink Floyd, morreu e deixou fãs do rock emocionados. A informação foi divulgada por David Gilmour nas redes sociais, onde o guitarrista prestou homenagem ao músico e relembrou uma parceria que começou ainda na adolescência.
Parry ficou eternizado pela participação em alguns dos discos mais importantes da banda britânica. Seu saxofone aparece em faixas que atravessaram gerações, como Money, Us and Them e Shine On You Crazy Diamond, ajudando a construir parte da atmosfera sonora que tornou o Pink Floyd uma das maiores referências da música mundial.
Na homenagem publicada, Gilmour destacou a sensibilidade musical do amigo e afirmou que o timbre de Parry era facilmente reconhecido pelos fãs. Ao recordar os solos gravados em Us and Them e Money, o guitarrista ressaltou a marca pessoal deixada pelo saxofonista nas canções.
“Sua sensibilidade e timbre tornam seu saxofone inconfundível”, escreveu David Gilmour, em publicação nas redes sociais.
A ligação entre os dois começou muito antes do sucesso internacional. Gilmour contou que conheceu Parry quando ambos tinham 17 anos e tocavam em bandas locais. Com o passar do tempo, a amizade se transformou em colaboração profissional, tanto em gravações de estúdio quanto em apresentações ao vivo.
O saxofonista teve participação importante em álbuns históricos como The Dark Side of the Moon e Wish You Were Here. Mesmo sem integrar oficialmente a formação fixa do Pink Floyd, Parry se tornou uma presença essencial em momentos decisivos da discografia da banda.
Depois de um período afastado da música, ele voltou a se aproximar do grupo nos anos 1990. Segundo Gilmour, o reencontro aconteceu de maneira inesperada, após Parry enviar um cartão de Natal. Na época, o músico havia vendido seus instrumentos e trabalhava como ferrador, longe dos palcos.
O retorno aconteceu durante as gravações de The Division Bell. Gilmour relembrou que bastaram poucos segundos de audição para perceber que o som característico do saxofonista continuava intacto.
“Ele tocou três frases e decidimos que não havia necessidade de continuar tentando. Ele tinha aquele timbre inconfundível”, contou David Gilmour, ao recordar a volta de Parry ao convívio musical.
Além dos registros em estúdio, Dick Parry também acompanhou David Gilmour e Richard Wright na turnê do álbum On an Island, em 2006. Ele ainda participou da reunião histórica do Pink Floyd no Live 8, quando a formação clássica da banda voltou aos palcos após anos de separação.
Após a confirmação da morte, homenagens começaram a surgir nas redes sociais. Entre os nomes que se manifestaram estavam Graham Nash e o empresário Merck Mercuriadis, que destacaram a importância do saxofonista para a trajetória do Pink Floyd e para a memória afetiva de milhões de fãs.
Com sua sonoridade única, Dick Parry deixou uma assinatura musical difícil de separar da história da banda. Seus solos seguem vivos em algumas das canções mais lembradas do Pink Floyd e continuam emocionando ouvintes ao redor do mundo.














