Diácono da Assembleia de Deus Morre Após Abordagem da PM; Família Contesta Versão Oficial

José Carlos da Rocha Sobrinho

Diácono da Assembleia de Deus é morto em abordagem da PM em São Paulo

Um trágico incidente abalou o bairro São Rafael, na Zona Leste de São Paulo, na noite de segunda-feira (13). O diácono José Carlos da Rocha Sobrinho, membro da igreja Assembleia de Deus, foi morto após ser baleado durante uma abordagem da Polícia Militar (PM). Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) divulgou que os policiais reagiram após o diácono, segundo a versão oficial, apontar uma arma para os agentes. Uma pistola com munição teria sido apreendida no local. No entanto, a família e moradores da região contestam veementemente essa narrativa, o que gerou protestos na Avenida dos Sertanistas.

As circunstâncias da morte do diácono José Carlos da Rocha Sobrinho ainda estão sob investigação. O caso está sendo apurado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e acompanhado pela Corregedoria da PM. Agentes de segurança pública utilizavam câmeras corporais durante a ação, conforme informado pela SSP.

Versão oficial e contestação familiar

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), a Polícia Militar informou que José Carlos da Rocha Sobrinho teria apontado uma arma para os policiais, que, em resposta, reagiram com disparos. A pasta também declarou que uma pistola com munição foi apreendida na abordagem. A SSP não detalhou outros aspectos da ação, mas confirmou que os policiais estavam equipados com câmeras corporais.

Em contrapartida, a versão apresentada pela polícia é enfaticamente contestada por familiares e moradores da região. A insatisfação com os fatos levou a um protesto na Avenida dos Sertanistas na mesma noite, onde objetos foram queimados para bloquear a via. O ato foi contido pela corporação policial.

Luto e esperança na fé

Nas redes sociais, Juliana Dias, esposa do diácono, compartilhou uma mensagem de despedida emocionada. Ela ressaltou a transformação de José Carlos em sua vida espiritual. “Hoje meu coração se despede de você com lágrimas, mas também com a certeza de que Deus conhece todas as coisas”, escreveu. Ela mencionou que, apesar do passado com erros, o marido havia entregado sua vida ao Senhor e buscava viver uma nova história nos caminhos de Cristo.

Juliana Dias descreveu as circunstâncias da morte como “dolorosas e difíceis” de compreender. “Nos últimos tempos, você havia entregado sua vida ao Senhor, buscava andar nos caminhos de Cristo e desejava viver uma nova história”, afirmou. A esposa concluiu expressando a esperança na fé: “Levarei comigo as lembranças, o amor que construímos e a esperança de que, para aqueles que creem em Cristo, a morte não é o fim”.

Repercussão da igreja e investigações em andamento

A igreja Assembleia de Deus Jeová Rapha, onde o diácono José Carlos era membro ativo, também lamentou publicamente a perda. Em uma publicação nas redes sociais, a congregação destacou o legado deixado por ele: “O Diácono José Carlos deixa um legado de fé, dedicação, humildade e amor ao próximo“.

A Ouvidoria de Polícia de São Paulo informou que, até o final da tarde de terça-feira (14), não havia recebido nenhuma denúncia formal sobre o caso. As informações sobre o velório e sepultamento do diácono ainda não foram divulgadas.

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