Desmoronamento na Rocinha deixa rastro de destruição e causas ainda são investigadas

Desmoronamento na Rocinha

O desmoronamento na Rocinha causou momentos de tensão na noite desta segunda-feira (15), na Zona Sul do Rio de Janeiro. A ocorrência deixou um cenário de destruição em vias da comunidade, atingindo veículos, imóveis e estruturas comerciais. Apesar dos prejuízos materiais, não houve registro de feridos.

As causas do incidente ainda estão sendo apuradas pelas autoridades. Enquanto a Prefeitura do Rio apontou inicialmente o rompimento de uma adutora como fator responsável pelo ocorrido, a concessionária Águas do Rio negou que tenha havido rompimento na rede de abastecimento de água e informou que apenas uma tubulação de esgoto de pequeno porte foi identificada com danos.

Imagens registradas por moradores mostram a força do desmoronamento. Vídeos compartilhados nas redes sociais revelam o momento em que uma grande quantidade de terra e destroços alcança a Rua Um, atingindo estabelecimentos e invadindo uma igreja da região.

Moradores tentaram retirar motocicletas que ficaram soterradas, enquanto carros, motos e até marquises de lojas foram arrastados pela força do material que desceu pela encosta.

Via foi interditada após ocorrência

Por causa dos estragos, a Estrada da Gávea precisou ser interditada nos dois sentidos na altura do Portão Vermelho. Equipes da CET-Rio, Geo-Rio, Guarda Municipal e Defesa Civil foram acionadas para atuar na região.

O prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, esteve no local acompanhando os trabalhos e informou que funcionários da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) foram mobilizados para realizar a remoção dos resíduos e liberar a via.

Segundo o prefeito, a avaliação inicial indicava que o problema teria sido provocado pelo rompimento de uma adutora, situação que teria causado o deslocamento de terra observado na comunidade.

Ainda de acordo com Cavaliere, não havia, naquele momento, risco adicional para os moradores da área afetada.

Águas do Rio diverge sobre origem do problema

Em nota, a Águas do Rio informou que suas equipes operacionais atuam em conjunto com a prefeitura na remoção dos escombros e no atendimento à ocorrência.

A concessionária afirmou que as causas do desmoronamento continuam sendo analisadas e ressaltou que não foi identificado rompimento de adutora nem de redes de abastecimento de água no local.

Segundo a empresa, apenas uma tubulação de esgoto de pequeno porte apresentou danos na área do incidente. A concessionária também destacou que a região registrava chuva no momento da ocorrência.

A divergência entre as avaliações da prefeitura e da concessionária deverá fazer parte das investigações que buscam esclarecer a origem do desmoronamento.

Chuvas intensas estavam sendo registradas na região

A Secretaria de Estado de Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros informaram que seguem monitorando os impactos das chuvas em diferentes regiões do estado.

De acordo com os órgãos, equipes permanecem mobilizadas com viaturas, ambulâncias, embarcações, drones e aeronaves para atuação em situações de emergência. Até o início da noite, não havia registro de ocorrências graves relacionadas às precipitações nem de vítimas associadas ao desmoronamento.

Dados do Centro Estadual de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (CEMADEN-RJ) apontaram que o acumulado de chuva na Rocinha chegou a 64,6 milímetros em apenas quatro horas.

O volume foi influenciado por núcleos de chuva forte que atuaram sobre a região do Maciço da Tijuca.

Monitoramento continua nas próximas horas

Em boletim divulgado durante a noite, o CEMADEN-RJ manteve o alerta para risco hidrológico moderado na capital e na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

O órgão também informou a existência de risco moderado para deslizamentos no município, diante das condições meteorológicas observadas.

A previsão indicava céu nublado a encoberto, com possibilidade de chuva fraca a moderada de forma isolada durante a noite e a madrugada, especialmente nas áreas próximas ao litoral.

A Defesa Civil Estadual informou que continuará acompanhando a evolução das condições climáticas e poderá emitir novos alertas caso haja alterações no cenário meteorológico.

Limpatech