O desabamento no Maracanã levou a Defesa Civil do Rio de Janeiro a decidir pela demolição de imóveis vizinhos às casas que ruíram na madrugada desta segunda-feira (2), na Zona Norte do Rio de Janeiro. A ação foi adotada após avaliação técnica apontar risco estrutural em residências próximas ao local do acidente.
Segundo a Prefeitura do Rio de Janeiro, 13 casas foram interditadas por apresentarem risco. No fim da manhã, operários iniciaram a demolição manual de três imóveis localizados na parte frontal da área atingida. A medida provocou forte comoção entre moradores desalojados, alguns dos quais passaram mal ao receber a notícia de que suas casas seriam destruídas.
O desabamento ocorreu por volta de 1h30, na Avenida Rei Pelé, altura da Rua Oito de Dezembro, na localidade conhecida como Favela do Metrô. Duas casas de dois andares ruíram durante a madrugada, mobilizando equipes de resgate e emergência.
Uma mulher morreu no local. A menina Ágatha Valentina Martins, de 8 anos, foi retirada dos escombros após quase cinco horas de trabalho do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro. A mãe da criança, Michele Martins, não resistiu aos ferimentos e teve a morte confirmada às 6h41.
Além da criança resgatada, outras oito pessoas ficaram feridas. Apenas uma adolescente, de 14 anos, precisou ser encaminhada ao Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier. As demais vítimas receberam atendimento no local.
Moradores relataram que acordaram com um forte estrondo no momento do desabamento. Na noite anterior, a cidade registrou altas temperaturas e chuvas em diferentes regiões, principalmente na Zona Norte e na Baixada Fluminense. As causas do desabamento ainda estão sendo apuradas pelas autoridades.
“Eu estava dormindo. Eu acordei já com o barulho e aquela fumaceira. Não deu para fazer nada. Eu vi minha mãe soterrada com minha sobrinha, e eu e minha irmã conseguimos tirá-las”, disse uma moradora, em depoimento exibido pela TV.
A Defesa Civil informou que novas avaliações seguem sendo realizadas na área e que as demolições preventivas fazem parte do protocolo de segurança para evitar novos desabamentos e proteger a população.














