Desabamento no Cosme Velho deixa 2 feridos e afeta trânsito na Zona Sul

Uma mulher de 43 anos e uma criança de 2 anos ficaram feridas na manhã deste sábado após o desabamento parcial de um casarão na Rua Cosme Velho, na Zona Sul do Rio. Elas foram levadas ao hospital.

Desabamento de casarão histórico atinge vila de moradores no Cosme Velho

O acidente aconteceu na altura do número 315 da Rua Cosme Velho, em um trecho bem movimentado perto do Colégio São Vicente de Paulo. O segundo pavimento do imóvel antigo não resistiu e desabou parcialmente, atingindo também uma estrutura vizinha.

As duas vítimas moram em uma vila localizada ao lado do casarão. Elas caminhavam pelo corredor de acesso no momento em que os destroços despencaram da fachada do prédio. A mulher de aproximadamente 43 anos e a menina de 2 anos sofreram ferimentos leves.

Bombeiros do Quartel do Catete foram acionados para fazer o resgate e prestar os primeiros socorros no local. Após o atendimento emergencial, as duas foram levadas para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, onde recebem acompanhamento médico.

Como fica a região e o trânsito no Cosme Velho

O desabamento alterou a rotina dos moradores e de quem precisa passar pelo bairro. Segundo o Centro de Operações Rio (COR), a Rua Cosme Velho precisou ser parcialmente interditada no sentido Laranjeiras, na altura do número 315.

Agentes da CET-Rio e da Guarda Municipal atuam na região para orientar os motoristas e controlar o fluxo de veículos. O tráfego opera no sistema de pare e siga, o que provoca retenções e lentidão nos dois sentidos da via.

Para quem utiliza as linhas de ônibus que passam pelo Cosme Velho em direção a Laranjeiras ou ao Túnel Rebouças, a recomendação e ter paciência e separar um tempo extra para a viagem. A interdição parcial deve continuar enquanto os técnicos avaliam os riscos do imóvel.

Casarões abandonados e o alerta constante dos moradores

A tragédia deste sábado acendeu novamente o alerta sobre o estado de conservação dos imóveis históricos do Cosme Velho. A associação de moradores do bairro já vinha apontando problemas estruturais sérios em diversas construções antigas da região.

Um levantamento feito pelos próprios vizinhos e entregue ao poder público detalhou imóveis com infiltrações graves, telhados destruídos, fachada caindo e risco iminente de ruir. Entre as construções mapeadas estão os casarões dos números 362 e 370 da própria Rua Cosme Velho, além do Solar dos Abacaxis.

Outro exemplo marcante de degradação e o imóvel de número 353, onde viveu o famoso pintor Candido Portinari, situado a poucos metros do local do acidente de hoje. Os moradores cobram ações urgentes de fiscalização e restauração para evitar que novos desabamentos aconteçam e coloquem vidas em perigo.

O que se sabe sobre as providências das autoridades

Equipes da Defesa Civil Municipal e da Subprefeitura da Zona Sul foram acionadas imediatamente para examinar a estrutura do casarão que ruiu. Os engenheiros realizam a perícia técnica para identificar o que causou o colapso e verificar se há risco de novos desabamentos na vila atingida.

Até o momento, os órgãos oficiais ainda não divulgaram o laudo definitivo sobre as causas do acidente. A área ao entorno do imóvel desabado permanece isolada por medida de segurança enquanto os fiscais decidem se haverá necessidade de interdição total do local ou de imóveis vizinhos.

Como acionar a Defesa Civil em caso de risco estrutural

Quem mora perto de casarões antigos ou percebeu rachaduras e estalos na própria casa deve ficar atento aos sinais de perigo. Infiltrações profundas, queda de reboco e portas que começam a emperrar de repente podem indicar problemas na estrutura do imóvel.

A Defesa Civil do Rio atende chamados de emergência gratuitamente pelo telefone 199, funcionando durante as 24 horas do dia. O cidadão pode solicitar uma vistoria técnica preventiva para avaliar se a construção oferece perigo para a família ou para os vizinhos.

Em casos de emergência com feridos ou desabamentos em andamento, o primeiro passo e ligar imediatamente para o Corpo de Bombeiros pelo número 193 ou para o SAMU pelo telefone 192, mantendo a distância do local afetado.

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