Decisão do STF sobre Marielle leva Anielle Franco a falar em grande passo

Anielle com a família no julgamento no STF

Decisão do STF sobre Marielle leva Anielle Franco a falar em grande passo e reforçar que o momento não é de comemoração, mas de reconhecimento de um avanço institucional. Nesta quarta-feira (25), a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal condenou, por unanimidade, os irmãos Chiquinho Brazão e Domingos Brazão, apontados como mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorrido em março de 2018, no Rio de Janeiro.

Após o julgamento, a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, afirmou que a decisão representa um marco importante na luta contra a impunidade. Para ela, o resultado simboliza a consolidação de anos de mobilização da família e de movimentos sociais.

“Não tem celebração, mas, eu diria, afirmação do que a gente lutado durante os últimos oito anos. Acho que os votos foram fortes. Acho que tiveram falas muito importantes principalmente direcionadas à violência política, gênero e raça, que acho que esse é um ponto que a gente precisa pegar”, afirmou.

Ela também ressaltou que a sensação de Justiça plena estaria ligada à presença da irmã.

“Mas eu confesso que Justiça mesmo seria a Mari estar aqui, mas, hoje, a gente deu um grande passo. Que isso sirva de exemplo para muitas pessoas, que não existe impunidade para nenhum crime”, prosseguiu.

Durante o julgamento, ministros como Flávio Dino e Cármen Lúcia acompanharam integralmente o voto do relator Alexandre de Moraes. Segundo Anielle, Dino mencionou falhas nas investigações iniciais, enquanto Cármen Lúcia destacou a importância de respostas firmes do Judiciário para evitar que outras famílias enfrentem sofrimento semelhante.

O assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes completou oito anos em 2026 e se tornou símbolo de debates sobre violência política, racismo estrutural e proteção a representantes eleitos. Para familiares e apoiadores, a condenação dos mandantes reforça a necessidade de responsabilização em casos de grande repercussão nacional.

“Acalenta saber que a luta da gente chegou a oito anos depois com as respostas que estamos tendo aqui hoje”, afirmou a ministra ao comentar a trajetória da família desde o crime.

O julgamento é visto como um dos capítulos mais significativos do caso e reacende discussões sobre o combate à violência política no Brasil, tema que segue mobilizando diferentes setores da sociedade.

O desdobramento da decisão e seus impactos no cenário político devem continuar repercutindo nos próximos dias.

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