Avaliação da gestão de Ricardo Couto no Rio de Janeiro é divulgada pelo Datafolha
A gestão do governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, registrou um índice de aprovação de 47% entre os eleitores fluminenses, conforme aponta pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (21). Por outro lado, 31% dos entrevistados desaprovam a administração, enquanto 22% não souberam opinar sobre o trabalho do desembargador à frente do Palácio Guanabara.
O levantamento também buscou classificar a percepção geral sobre o governo interino. De acordo com os dados, 28% dos participantes consideram a gestão de Couto como ótima ou boa. A maior parcela, representando 38%, avalia a administração como regular. Já 16% classificam o governo como ruim ou péssimo, e 18% não souberam responder à pergunta.
Estes números oferecem um panorama da avaliação do governador em exercício pouco mais de cinco meses após assumir o comando do Executivo estadual. Sua ascensão ocorreu em meio a uma crise política e institucional desencadeada pela saída do então governador Cláudio Castro.
Ricardo Couto assumiu o governo interino em março
Ricardo Couto, que preside o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), assumiu interinamente o governo em 24 de março. A posse aconteceu após a renúncia de Cláudio Castro e diante de um impasse na linha sucessória estadual. Desde então, sua permanência no Palácio Guanabara tem sido alvo de disputas jurídicas.
Nos primeiros meses de sua gestão no Executivo, Couto implementou uma série de mudanças administrativas. Entre as ações, destacam-se auditorias em contratos e exonerações de servidores. Além disso, foram realizadas alterações em diversos órgãos e secretarias do governo estadual.
STF ainda analisa o impasse na sucessão estadual
A permanência do desembargador no cargo é amparada por uma decisão liminar do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que foi posteriormente confirmada pelo plenário da Corte. O presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Douglas Ruas, chegou a pleitear o comando do Executivo com base na linha sucessória constitucional, mas não obteve sucesso em reverter a decisão judicial.
O STF ainda deve concluir o julgamento sobre a situação do governo interino e o mandato-tampão no Rio. A análise estava inicialmente prevista para esta semana, mas foi adiada pelo presidente da Corte, Edson Fachin, e uma nova data ainda não foi definida. Enquanto isso, Ricardo Couto permanece no Palácio Guanabara.
A pesquisa Datafolha ouviu 1.204 eleitores em 35 municípios do estado do Rio de Janeiro, entre os dias 18 e 21 de agosto. A margem de erro do levantamento é de três pontos percentuais para mais ou para menos.














