A secretária estadual de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, Danielle Barros, foi eleita presidente do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura para um mandato de dois anos. A nomeação ocorre no último biênio do governo de Cláudio Castro e reforça a presença fluminense em espaços estratégicos de articulação cultural no país.
No cargo desde o primeiro mandato de Castro, Danielle agora comandará o fórum que reúne gestores de todos os estados brasileiros e atua como instância de diálogo com o Ministério da Cultura e demais esferas públicas. Sua eleição representa também o reconhecimento do trabalho desenvolvido à frente da Secretaria de Cultura do estado.
Com trajetória ligada à arte e à educação, Danielle Barros já atuou como professora, contadora de histórias, ativista e gestora cultural. À frente da pasta estadual, é responsável pela administração de importantes instituições, como a Fundação Anita Mantuano de Artes do Estado do Rio de Janeiro (Funarj), que fomenta projetos e produções culturais, além de atrair grandes nomes internacionais, como Madonna.
Danielle também coordena órgãos como o Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac) e espaços icônicos da cultura fluminense, incluindo o Theatro Municipal, Museu da Imagem e do Som, Casa França-Brasil, Imperator e Parque Lage. Sua atuação tem sido marcada por uma política de valorização da cultura popular, incentivo à economia criativa e aplicação de recursos de leis federais como a Paulo Gustavo.
A eleição para a presidência do fórum amplia o protagonismo da secretária em decisões nacionais sobre políticas públicas culturais. O colegiado busca fortalecer a atuação conjunta dos estados na formulação de estratégias para o setor, além de promover a troca de experiências entre diferentes realidades regionais.
Além de sua trajetória institucional, Danielle Barros também carrega o peso político de sua família: ela é irmã do deputado federal Aureo Ribeiro (SDD). No entanto, sua eleição ao fórum foi respaldada por sua atuação técnica e pela articulação com representantes de diferentes regiões.
A expectativa para os próximos dois anos é de que Danielle lidere o fórum com foco em descentralização dos investimentos, valorização dos agentes culturais locais e incentivo à diversidade das expressões artísticas no Brasil. Sua gestão deve dialogar diretamente com as demandas emergentes do setor, especialmente após os impactos da pandemia sobre a cadeia produtiva da cultura.














