A CPMI do INSS rejeitou o relatório final que pedia a prisão de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, além do indiciamento de mais de 200 pessoas. A votação ocorreu na madrugada deste sábado (28) e terminou com 19 votos contrários ao documento e 12 favoráveis.
O relatório havia sido elaborado pelo deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) e sugeria que a Advocacia do Senado solicitasse à Justiça a prisão preventiva de Lulinha. O argumento apresentado era de que existiriam indícios de evasão que poderiam comprometer a aplicação da lei penal.
Segundo o relator, o filho do presidente Lula teria deixado o Brasil com destino à Espanha durante a Operação Sem Desconto, conduzida pela Polícia Federal. No entanto, a informação é de que ele reside em Madri e retornou ao país no fim do ano passado.
O documento também apontava a existência de um suposto esquema bilionário envolvendo descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS. De acordo com o texto, entidades teriam simulado vínculos associativos com beneficiários para realizar cobranças não autorizadas.
Além do pedido de prisão de Lulinha, o relatório incluía solicitações de indiciamento contra diversas pessoas, entre elas o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
Ex-ministros também foram citados no documento. Entre eles, José Carlos Oliveira, que comandou o Ministério do Trabalho e Previdência durante o governo Bolsonaro, e Carlos Lupi, ex-ministro da Previdência no atual governo.
Apesar da rejeição do relatório, o presidente da comissão, senador Carlos Vianna (Podemos-RJ), afirmou que as investigações não serão encerradas sem responsabilização. “Não haverá impunidade”, declarou, ao comentar os desdobramentos da CPMI.
Com a decisão, o relatório perde validade e não gera encaminhamentos formais, mas o tema segue sob análise política e jurídica. Novas investigações ou ações ainda podem surgir a partir das informações reunidas pela comissão.
Mesmo com a rejeição, o caso continua gerando repercussão e pode influenciar o cenário político nos próximos meses.














