A CPI do incêndio no Shopping Tijuca começou a ser articulada pelo deputado estadual Alexandre Knoploch após a impossibilidade de realização da perícia técnica no local, quatro dias depois do incêndio que atingiu uma loja do centro comercial. A proposta prevê investigação das circunstâncias do ocorrido e das responsabilidades envolvidas, e deverá ser protocolada na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro após o fim do recesso parlamentar.
De acordo com informações repassadas às autoridades, a temperatura no interior do shopping ainda girava em torno de 70 graus, o que inviabilizou o avanço dos trabalhos periciais. Diante do cenário, o parlamentar informou que já encaminhou ofícios ao Corpo de Bombeiros e à Polícia Civil solicitando esclarecimentos detalhados sobre o incêndio.
Perícia impedida pelo calor
Agentes chegaram a acessar o local, mas constataram que não havia condições mínimas de segurança para alcançar o ponto apontado como possível foco inicial do fogo. A área mais crítica fica próxima ao depósito da loja atingida, onde o calor intenso impediu qualquer aproximação e obrigou a suspensão da perícia.
A Polícia Civil informou que a perícia é considerada etapa essencial para identificar a origem do incêndio e que só poderá ser concluída após a liberação completa da área pelos órgãos responsáveis.
Articulação para CPI
Morador da Tijuca, Knoploch afirmou que pretende ouvir gestores do shopping, responsáveis técnicos e testemunhas. Caso a CPI seja instalada, os primeiros contatos deverão ocorrer por meio de convites. Se não houver comparecimento, os envolvidos poderão ser convocados formalmente para prestar depoimento.
O deputado já presidiu a CPI dos Incêndios que apurou o caso ocorrido no Ninho do Urubu, cujo relatório foi encaminhado ao Ministério Público. Segundo ele, mesmo antes da retomada das atividades legislativas, decidiu acionar formalmente a administração do shopping e as autoridades competentes.
Avanço das investigações
As primeiras informações indicam que o incêndio teve início em uma loja de decoração localizada no subsolo do shopping. O fogo resultou na morte do supervisor de segurança Anderson Aguiar do Prado e da bombeira civil Emellyn Silva Aguiar Menezes, além de deixar três pessoas feridas.
O subsolo e 17 lojas do térreo foram interditados, e o Shopping Tijuca permanece fechado ao público, sem previsão de reabertura. As investigações estão sob responsabilidade da 19ª DP, que aguarda a liberação do local pelo Corpo de Bombeiros e pela Defesa Civil para dar continuidade à perícia.
Riscos estruturais e posicionamento do shopping
Na segunda-feira (5), a Defesa Civil Municipal do Rio de Janeiro interditou totalmente o subsolo do shopping após vistoria técnica. Os agentes apontaram risco estrutural no mezanino da loja atingida, além de perigo de queda de revestimentos internos e desplacamento de partes do teto, piso e paredes. O órgão informou, no entanto, que não há risco de desabamento do edifício.
Cerca de 40 veículos de clientes continuam retidos no estacionamento. A administração orienta que os proprietários entrem em contato com o serviço de atendimento para agendar a retirada.














