Coronel do Corpo de Bombeiros do RJ enfrenta denúncia por assédio sexual
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) apresentou uma denúncia contra o coronel do Corpo de Bombeiros, Lauro César Botto Maia, por crime de assédio sexual. A investigação aponta que os atos ocorreram entre os anos de 2024 e 2025, envolvendo uma subordinada.
Segundo a apuração, o oficial teria enviado mensagens e conteúdo considerado inadequado para a vítima através de redes sociais. As interações incluíam reações a publicações da servidora e referências à sua própria posição de comando dentro da corporação.
A promotoria destacou, em trecho da denúncia, que as mensagens do denunciado passaram a ser mais diretas, abordando aspectos da vida pessoal da vítima de forma insistente e constrangedora. As comunicações apresentavam sentidos ambíguos e, em ao menos uma ocasião, o coronel fez alusão direta à sua condição de superior hierárquico. Conforme informação divulgada pelo MPRJ, a denúncia foi recebida pela Justiça Militar nesta quarta-feira (2).
Medidas cautelares impostas ao coronel
Com o recebimento da denúncia, a Justiça Militar determinou a aplicação de **medidas cautelares** ao réu. Entre elas, está a **suspensão do porte de arma de fogo** do coronel. Além disso, foi estabelecida a **proibição de contato** com a vítima e com as testemunhas envolvidas no caso.
Outras determinações incluem a **proibição de ingresso** no quartel do comando-geral do Corpo de Bombeiros e a **restrição de fazer referências públicas** às pessoas envolvidas na denúncia. O portal R7 informou que tenta contato com a corporação para obter um posicionamento oficial sobre o ocorrido, e o espaço permanece aberto para manifestações.
Investigação detalha o assédio sexual
A investigação do MPRJ detalhou a natureza do assédio sexual sofrido pela subordinada. As mensagens enviadas pelo coronel, conforme descrito na denúncia, ultrapassavam os limites profissionais e adentravam em esferas pessoais de forma inadequada. A insistência e o constrangimento foram pontos centrais na caracterização do crime.
A **condição de superior hierárquico** do coronel foi explicitamente mencionada como um fator agravante, indicando um possível abuso de poder nas interações. A Justiça Militar, ao acatar a denúncia, demonstra a seriedade com que tais acusações são tratadas no âmbito da corporação e do sistema judiciário.














