A cidade de Volta Redonda segue nos preparativos para sediar a Olimpede 2025, considerada a maior competição esportiva para pessoas com deficiência do Brasil. Nesta semana, a Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (Smel) promoveu um congresso técnico online com o objetivo de alinhar os principais pontos do evento, previsto para acontecer entre os dias 29 e 31 de agosto, na Arena Esportiva Nicolau Yabrudi, conhecida como Seu Nula, no bairro Voldac.
Durante o encontro, representantes de instituições de diversas regiões do país puderam participar remotamente. O congresso abordou o cronograma de atividades, as modalidades esportivas e os regulamentos que irão nortear a competição em sua edição de 2025. Um novo congresso técnico está agendado para o dia 6 de agosto, com o intuito de finalizar os ajustes e garantir a organização completa do evento.
A expectativa da organização é reunir cerca de 2,8 mil pessoas, entre atletas, técnicos, voluntários e acompanhantes. Ao todo, aproximadamente 120 instituições devem marcar presença, reforçando o caráter nacional da Olimpede e seu papel como plataforma de inclusão, diversidade e promoção do esporte paralímpico.
“O congresso de preparação foi um marco essencial na construção deste evento, que se consolidou como um verdadeiro patrimônio de Volta Redonda. A Olimpede representa um exemplo de compromisso social e esportivo, além de ser uma vitrine para os atletas paralímpicos e um símbolo de superação e inclusão para as pessoas com deficiência”, afirmou a secretária municipal de Esporte e Lazer, Rose Vilela.
Segundo a organização, o evento vem crescendo a cada ano, fortalecendo a imagem de Volta Redonda como referência na realização de eventos esportivos inclusivos. A Olimpede já revelou talentos e tem servido como porta de entrada para atletas que seguem carreira no esporte adaptado.
Entre as modalidades confirmadas para 2025 estão atletismo, natação, tênis de mesa, jogos de salão como dominó, dama e xadrez, além de lutas como judô e taekwondo. Também integram a programação esportes como badminton, goalball, habilidades, futsal, voleibol especial e bocha, modalidade recentemente adicionada à competição.
O subsecretário de Esporte e Lazer, Daniel Alves Ferreira Júnior, ressaltou o impacto do evento para além da competição: “A Olimpede é muito mais do que um torneio. É um espaço de convivência, respeito e valorização da diversidade humana. É um momento em que o esporte transforma vidas, cria oportunidades e mostra o potencial de cada atleta, independentemente das limitações físicas”, destacou ao Jornal o Dia.
Com apoio logístico da prefeitura, a estrutura da Olimpede incluirá alojamentos adaptados, transporte acessível, alimentação para os participantes e equipe técnica preparada para lidar com diferentes tipos de deficiência. A organização também contará com profissionais de saúde, voluntários e tradutores de Libras.
Além das competições, estão previstas atividades culturais e oficinas temáticas ao longo dos três dias de evento, promovendo a integração entre os participantes e a comunidade local. A programação completa será divulgada após o segundo congresso técnico, em agosto.
A Olimpede é organizada em parceria com instituições públicas e privadas e conta com a colaboração de entidades voltadas ao esporte e à inclusão social. A gestão municipal destaca que o evento já faz parte do calendário oficial de Volta Redonda e se consolida como uma das iniciativas mais relevantes da cidade no âmbito da cidadania e acessibilidade.














