Uma mulher condenada pelos crimes de tortura e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito foi presa por agentes da Polícia Civil em Queimados, na Baixada Fluminense. Ela estava foragida e vivia trocando de endereço para despistar.
Ação da Polícia Civil encerra fuga de foragida em Queimados
A prisão aconteceu na Rua Itaquatia após agentes da 7ª DP (Santa Teresa) cruzarem dados de inteligência para rastrear a condenada. Segundo os policiais que atuaram no caso, a mulher vinha se mudando com frequência entre bairros da Baixada Fluminense para tentar escapar do cumprimento do mandado definitivo expedido pelo Poder Judiciário.
Quando a equipe confirmou o imóvel em que ela estava escondida nos últimos dias, montou o cerco na via pública e fez a abordagem. De acordo com o relatório da ocorrência, a foragida não ofereceu resistência aos policiais civis no momento da captura.
A ordem de prisão definitiva decorre de processo judicial em que a mulher restou condenada tanto pela prática do crime de tortura quanto pela posse de armamento de calibre restrito. Por razões operacionais da investigação e normas institucionais, o nome oficial da mulher e o processo específico de origem não foram detalhados pela corporação.
O que já se sabe sobre o caso
A apuração policial apontava que a mulher já sabia da decisão judicial e, por isso, evitava criar rotinas fixas na região metropolitana. Os investigadores avaliaram os locais por onde a suspeita já havia transitado nos últimos meses para prever o próximo ponto de apoio.
Após o cerco e a voz de prisão na Rua Itaquatia, os policiais conduziram a presa até a delegacia de polícia para o registro da captura. Em seguida, a mulher foi transferida para o sistema penitenciário do Estado do Rio de Janeiro, no Complexo de Gericinó, onde ficará à disposição da Vara de Execuções Penais para iniciar o cumprimento das penas estabelecidas.
A defesa técnica da condenada não foi encontrada para apresentar manifestação sobre a ação policial. O espaço permanece aberto caso os advogados constituídos queiram se posicionar sobre o cumprimento do mandado.
Como denunciar foragidos na Baixada Fluminense
A localização de pessoas procuradas pela Justiça depende, muitas vezes, da colaboração de moradores locais que percebem movimentações atípicas em suas ruas. Quem souber o paradeiro de criminosos ou testemunhar esconderijos pode acionar canais anônimos:
- Disque Denúncia do Rio: pelo telefone (21) 2253-1177, com atendimento 24 horas por dia, sem necessidade de se identificar.
- WhatsApp do Disque Denúncia: no número (21) 2253-1177, permitindo o envio de mensagens de texto, fotos e localizações exatas.
- Aplicativo oficial: baixando o app Disque Denúncia RJ em celulares Android ou iPhone.
- Central 190 da Polícia Militar: para casos de flagrante ou movimentações armadas no momento exato em que estiverem acontecendo.
O sigilo das informações repassadas é garantido por lei em todos esses canais, protegendo a segurança das testemunhas e da vizinhança.
O que fazer se você foi vítima de violência
Casos envolvendo agressões graves, ameaças ou abusos cometidos por terceiros exigem registro formal imediato para garantir medidas protetivas e responsabilização criminal dos autores. Moradores de Queimados e cidades vizinhas contam com unidades especializadas e distritais de atendimento:
- 55ª DP (Queimados): delegacia da área, localizada na Rua Olímpia Silva, número 399, no Centro de Queimados. Atendimento aberto 24 horas.
- Delegacia Eletrônica: registros de ocorrência podem ser feitos pela internet, através do portal oficial da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (dedic.pcerj.rj.gov.br), para casos que não envolvam socorro imediato.
- Atendimento médico: em ocorrências com ferimentos, a orientação é procurar primeiro a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou o Hospital Geral de Nova Iguaçu (Hospital da Posse), guardando prontuários e laudos médicos para anexar ao inquérito.
- Defensoria Pública: quem não puder pagar advogado particular para acompanhar processos pode buscar auxílio na sede da Defensoria Pública em Queimados, na Rua Vereador Marinho Hemetério de Oliveira, s/n.
Registrar formalmente qualquer agressão é o primeiro passo para que o Poder Judiciário emita medidas protetivas de urgência e determine o afastamento de agressores.














