Pensionista sumida de Irajá é achada morta em estrada da Baixada

A Polícia Civil investiga a morte de Rosângela Severiano da Silva Fonseca, de 56 anos, achada em uma estrada de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Ela morava em Irajá e sumiu no dia 16 de outubro.

Suspeita sobre venda de bens marca caso de pensionista morta

Rosângela Fonseca estava desaparecida há uma semana quando seu corpo acabou localizado na última sexta-feira (23). O caso mobiliza parentes e vizinhos na Zona Norte da capital, onde a mulher residia e mantinha sua rotina diária.

O sepultamento ocorreu nesta quinta-feira (29), no Cemitério de Irajá, sem a realização de velório. Devido às más condições em que o corpo estava após dias exposto na Baixada Fluminense, a despedida precisou ser rápida.

A filha da vítima, Marcelli Severiano, precisou acionar a Justiça para conseguir um alvará e liberar o corpo no Instituto Médico-Legal Afrânio Peixoto, localizado no Centro do Rio. Como Rosângela deu entrada sem identificação formal, a família enfrentou entraves burocráticos até garantir o direito de sepultar a mãe com a certidão correta.

Venda de casa e carro durante o sumiço intriga agentes

O foco principal dos investigadores está na negociação rápida dos bens de Rosângela enquanto ninguém sabia do paradeiro dela. A casa onde ela morava e seu veículo foram repassados para terceiros durante os dias do desaparecimento.

Quando parentes deram por falta de respostas nas mensagens, foram até a residência da mulher em Irajá. No local, encontraram roupas e pertences pessoais da moradora jogados dentro de sacos plásticos de lixo. Vizinhos contaram que dois homens passaram a circular e ocupar o imóvel, e que um deles mantinha uma relação recente com a vítima.

Aos policiais civis, esse homem afirmou que comprou a casa e o carro da mulher por meio de um acordo meramente verbal. Ele alegou ainda em depoimento que pegou quantias emprestadas para honrar os valores combinados diretamente com Rosângela.

A Delegacia de Descoberta de Paradeiros apreendeu os telefones celulares de testemunhas e dos envolvidos na transação para perícia técnica. O carro da pensionista também passou por averiguação policial para recolhimento de impressões digitais.

O que já se sabe sobre a apuração policial

A apuração começou inicialmente na 27ª Delegacia de Polícia (Vicente de Carvalho), unidade distrital responsável pela área onde Rosângela residia. Com a confirmação da morte em território de Nova Iguaçu, o caso seguiu sob responsabilidade da especializada.

Até o momento, a polícia confirmou que Rosângela parou de se comunicar com familiares no dia 16 de outubro. O corpo foi encontrado abandonado no dia 23, às margens de uma estrada vicinal do município da Baixada.

A causa definitiva da morte ainda depende do resultado oficial dos laudos cadavéricos preparados pela perícia do IML. A polícia trata o desaparecimento e a morte sob sigilo investigativo e não descarta nenhuma linha de crime financeiro ou passional.

O que fazer se você foi vítima ou perdeu contato com parentes

Quando uma pessoa da família para de atender chamadas e não comparece aos locais habituais, o registro policial deve ser feito sem espera. Ao contrário de uma crença comum no Rio, não é preciso aguardar 24 horas para relatar um sumiço.

Parentes diretos devem comparecer à delegacia de polícia mais próxima da residência portando documentos oficiais de identidade da vítima e fotos nítidas e recentes. Dados sobre veículos próprios, chaves de casa e últimas transações bancárias ajudam os agentes a rastrear movimentações.

Se houver invasão de domicílio ou esvaziamento de imóveis de parentes desaparecidos, a orientação é não mexer em objetos e acionar a Polícia Civil imediatamente. Isso preserva impressões digitais e eventuais vestígios que identificam suspeitos.

Como denunciar movimentações suspeitas

Quem tiver informações sobre o trajeto do veículo de Rosângela ou movimentações na estrada de Nova Iguaçu pode colaborar de forma segura com o trabalho de investigação.

O Disque Denúncia do Rio atende pelo número de telefone (21) 2253-1177, com atendimento anônimo garantido durante 24 horas por dia. Também é possível registrar relatos no portal oficial do serviço ou por aplicativo de celular sem precisar se identificar.

A Delegacia de Descoberta de Paradeiros fica localizada na Cidade da Polícia, na Rua Bernardo de Vasconcelos, 735, no bairro do Jacarezinho. A unidade especializada centraliza dados de casos em andamento na capital e municípios vizinhos.

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