Cometa 3I/ATLAS chega ao ponto mais próximo do Sol e permanece intacto

Cometa 3I/ATLAS chega ao ponto mais próximo do Sol

O cometa 3I/ATLAS, um dos raros visitantes interestelares já observados pela ciência, alcançou nesta quarta-feira (29) o ponto mais próximo do Sol — conhecido como periélio — a cerca de 204 milhões de quilômetros da estrela. Mesmo sob intensa radiação, o corpo celeste manteve sua estrutura, surpreendendo astrônomos que acompanhavam a trajetória.

Descoberto em julho de 2025, o 3I/ATLAS é o terceiro objeto interestelar confirmado a cruzar o Sistema Solar, depois de 1I/ʻOumuamua e 2I/Borisov. A análise de sua composição química pode revelar pistas sobre a origem de sistemas planetários em outras regiões da Via Láctea, tornando-o uma oportunidade científica única.

Durante o periélio, o calor do Sol provocou a sublimação do gelo presente no núcleo do cometa, criando uma cauda de gás e poeira visível em telescópios de alta potência. Apesar da intensa exposição solar, a distância segura em relação à estrela impediu a fragmentação do corpo principal, garantindo sua integridade.

Astrônomos destacam que o cometa continuará visível no céu nas próximas semanas. A partir de 3 de novembro, ele poderá ser observado nas madrugadas, surgindo no horizonte leste pouco antes do amanhecer, próximo à Constelação de Virgem. O brilho tende a aumentar gradualmente até meados de novembro, quando começa a se afastar do Sol.

O próximo marco importante na jornada do 3I/ATLAS será sua máxima aproximação com a Terra, prevista para 19 de dezembro, quando passará a cerca de 269 milhões de quilômetros do planeta. Em março de 2026, ele se aproximará de Júpiter, podendo ter sua órbita levemente alterada pela gravidade do gigante gasoso.

Mesmo depois de sua passagem, o 3I/ATLAS deve permanecer como um dos fenômenos mais estudados da década, oferecendo aos cientistas novas perspectivas sobre a formação de corpos gelados em outras partes da galáxia.

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